Arquivo de Novembro, 2011

DESTROCE………

Um pouco mais cedo que o habitual 07.40 H estava marcado o ponto de encontro no famigerado Galileu, á hora marcada chego ao  local que se encontrava ainda vazio de muralhas, apenas a carrinha do Mike se encontrava lá, mas vazia. Ligo ao Mike para saber o que se tinha passado, mas o meu telemovel lembrou-me que apesar de ter saldo tinha expirado o prazo para fazer novo carregamento, assim fui ao multibanco mais próximo fazer o carregamento e voltei ao Galileu para fazer a chamada, no meio do caminho encontro o Paulo Vieira que apesar de também estar dentro da hora marcada ficou surpreso por não estar ninguem. Contactado o Mike diz-me que foi de bicla até Fafe acompanhado por mais um louco. Aguardamos maisuns dez minutos no local a espera de mais Muralhas que tiveram medo do frio e acabaram por ficar na cama, isto apesar de alguns teren sido contactados via telemovel mas nem atenderem o dito cujo.

Expirado o tempo de espera rumamos até Fafe onde aguardamos a chegada do Mike e do louco que se fez acompanhar por ele (deve ser do nome pois ambos começam por M). Eis que chegam acompanhados pelo Hugo (mas este de carro), que já tinha comido os habituais cereais mas ainda assim nos fez companhia no pequeno almoço. Um dos M louco…. pediu um chá preto para aquecer pois vinha cheio de frio apesar de estar a pingar suor por todos os poros, logo de seguida pediu uma agua com gás, ao que a empregada muito simpatica comentou ” A noite ontem foi a rasgar”…..gargalhada geral.

Findo o pequeno almoço seguimos o percurso, as apalpadelas pois ninguem tinha uma ideia clara do percurso, todos se lembravam de um pouco pelo que juntando tudo fomos seguindo, mas sempre a voltar a tras a tentar descobrir o trilho certo. Chegamos a uma estradão que eu tinha ideia de ter subido, mas todos declinaram, não pode ser por aqui, não me lembro de subir isto…. destroca mais uma vez e volta para tras, vira a esquerda, la encontramos o trilho certo, mas depois de uns 10 km a subir e descer lá chegamos ao estradão que eu tinha memoria de subir.  Ao passar um aglomerado de casas já a chegar ao meio do monte eis que o M louco vê um faisão numa gaiola e decide tirar uma foto, pregunta a uma senhora se pode fotografar o dito cujo, mas sai-lhe uma miuda francesa toda descascada de casa (apesar das baixas temperaturas que se faziam sentir cá fora) ao que o M ficou com os olhos em bico, mas lá conseguiu concertrar-se e tirar a foto. Ao atingir um dos picos já depois das eólicas no meio do nada surge uma loiraça com uma grande prateleira a procura de clientes, ao que uma vez mais o M foi pedir indicações pois estavamos fartos de destrocer a voltar a tras, nada melhor do que as gentes locais para nos darem as indicações correctas. Atingimos o local do reforço, fizemos uma breves paragem para a foto de grupo e seguimos, uma vez mais pelo caminho errado, pois a habitual descida entre as casas desapareceu e andamos meio perdidos.

Ainda assim e apesar de todos os enganos, pois o tipo do GPS ficou no quentinho, foi uma manhã muito boa com bom tempo,ainda que muito freco ao inicio da manhã, numa companhia sempre agradavel. Agora na próxima quinta-feira dia 1 parece que vai haver volta com direito a bolinhos, pois há um aniversariante. Quero ver quem fica em casa, ó Gil vê lá se aparecer nem que seja só para os bolinhos.

 

Aquecimento para o Diver

Sabado de quase sol e quatro muralhas prontos para um “aquecimento” tendo a vista a marcação do capitão Mike… no domingo Diver…
O quarto elemento cujo nome não digo demorou prai uma hora a vestir-se… viemos a descobrir que a culpa era de um tal Miko… Reunido o quórum partimos em direcção à ciclovia onde resolvemos que cada um comandava durante uma fase do percurso. Voluntariei-me par ao primeiro onde o Miko (quem será esse gajo) mostrou um caminho alternativo nos primeiros metros junto à ciclovia. Depois foi andar a subir e a descer o nosso quintal até ao apeadeiro de Fareja para depois o Miko comandar em direcção a um alto qualquer na zona de Cepães. Depois de atingido o alto já com o lanche marcado para o Faria eis que numa pequena subida técnica parecia que tinha havido uma força superior que parou todas as bikes… a que ficou pior foi a do Gilberto que rebentou a corrente… Toca a reparar o problema e foi aí que o Miko mostrou os dotes levando mesmo o PJ a dizer que ele tinha um bom olho… não entendi, e também não quero entender… eles lá sabem o que fazem…
Descida muito… muito… muito boa até à ciclovia e regresso a Paço Vieira para o lanche… quase a chegar aí encontramos o Miguel e um amigo que convidamos para os morfes… depois de uma subidita técnica lá chegamos à estrada de Fafe que nos levaria ao Faria. Foram uns bolinhos, uns rissois e mais umas moelas e também uns pitos da guia… tudo regado com sumol claro está… afinal iamos conduzir e não podiamos beber nada alcoolico com grande pena nossa. Saimos da Portela de Arões por volta das 6.00 da tarde já com a noite cerrada em grande ritmo… sempre com os conta-kms a debitar velocidades acima dos 40 kms/h e no final acima dos 50 kms/h lá chegamos de novo ao Galileu onde nos despedimos com um… até já.
Queria apenas registar o facto do Miko não ter dó nem piedade quando comandou para com o Gilberto que tem uma noite de trabalho pela frente e amanhã ainda vai marcar presença na volta do Diver…
Belo sábado em bela companhia com muito divertimento como sempre e belas subidas e melhores descidas… e claro… um belo sumol branco no Faria…:)
Até amanhã.

A melhor forma de contar esta verdadeira aventura de alpinismo é com factos, frases soltas e imagens.
Factos:
Aos 5 kms começou a subir.
Aos 10 kms já estavam cerca de 500 metros de acumulado.
Aos 15/16 kms já eram cerca de 950 metros de acumulado ascendente, a título de curiosidade eram 5, repito, 5 de acumulado descendente…
Aos 25 kms no ponto mais alto do Corno de Bico junto ao posto de vigia o acumulado era de 1165, e, no ponto em que não mais subiu aos 32 kms o acumulado – que seria o final dos cerca de 50kms – era de 1366 metros.
Em algumas zonas das descidas o vento era de tal forma forte que fazia com que as bikes mudassem de direcção acompanhando o soprar do vento.
A fauna e a flora primeiro na subida da zona da Vacariça e depois na zona protegida do Corno de Bico são fantásticas. Chegar aos 900 metros de altitude e encontrar bosques frondosos e fechados onde o sol tem dificuldade em penetrar são coisas que dificilmente se vêm onde quer que seja.
Frases soltas:
- Esta foi a melhor volta de sempre para ti Miro.
- Só agora no final de descer isto tudo me apercebi do quanto isto sobe… devemos ser malucos. – Não!!! Somos mesmo é deficientes.
- Sabes quando é que volto aqui??? Nunca!!!! – (engraçado esta frase ter sido proferida após a descida quase em Ponte de Lima, normalmente é dita quando apetece cortar os pulsos nas subidas… e estas tinham tantas rampas de cortar os pulsos ou cair de costas…)
- Andava para vir aqui há algum tempo… ainda bem que vim.
- Vou levar estas amostras para mostrar a um biólogo! (enquanto apanhava ou fotografava o enésimo cogumelo policromático).
- Peço desculpa pelo engano (depois de terminada a descida e respectiva subida de mais de 3 kms – para cada lado – na direcção errada).
Diria que a subida da Rota das Sombras ou mesmo a subida ao Alto da Louriça são uma verdadeira brincadeira de crianças perto desta subida, especialmente até ao início da zona protegida do Corno de Bico, entrados aí tudo fica bem mais fácil ao nível que estamos habituados nos exemplos das subidas que citei antes.
Tudo isto terminou mais de 5 horas depois da partida novamente em Ponte de Lima mais especificamente na nossa bem conhecida Tasca das Fodinhas onde fomos mais uma vez simpaticamente atendidos pela D. Márcia para uns petiscos fabulosos. Falta apenas algo doce para no final… a rever D. Márcia!!!!
PS: Miro e Gilberto, espero comentários extensos à aventura de hoje já que não me mandaram os parágrafos que vos pedi para descrever este reconhecimento de uma zona fantabulástica…
Fotos:

Volta Domingueira

Primeiro domingo de novembro, com um frio matinal normal para a epoca, mas com um sol radioso. Como habitualmente pelas 08,15 h começaram os Muralhas a reunir no já famigerado Galileu, apenas 4 muralhas deram o ar da sua graça, Paulo Vieira, Mike, Miro e eu. Após um pequeno debate sobre o circuito a seguir, eu disse ter de entregar um telemovel a um casal amigo que haviam esquecido em minha casa na noite anterior, e que viviam na Abação, então a volta do S.Bento surgiu unanimemente. Partimos para a subida da Penha pelo lado da Costa pois apesar de ser subida continua não existem picos. No cimo da Penha vem a famosa descida até as aguas com um pequeno desvio a meio que nos leva por um single track até a abação, onde o grupo fez a pequena paragem no parque local, enquanto eu procedia á entrega do telemovel.

Retomamos a volta com a subida ao S.Bento, tambem com umas alterações efetuadas pelo Mike, que tornam a subida mais soft e a descida mais agradavel, embora vá dar a um beco sem saída obrigando-nos a fazer uma bela subida em maohill, atingindo o cume de S.Bento descemos pelas escadas em madeira a atingimos uma nova descida em alcatrao onde se atingia uma velocidade vertiginosa. Seguimos novo trilho ate atingir o normal trilho das descidas de S.Bento, chegando a vizela tomomas caminho até a Senhora dos Montes, mas como eu tinha pressa em chegar a casa pois tinha compromissos então regressamos a Guimaraes pela estrada com rumo ao Galileu onde nos esperavam as viaturas.

Uma volta curta mas muito agradavel e com a componente surpresa de alguns novos trilhos.