Arquivo de Outubro, 2011

A Selva

Mais um domingo, mais uma voltinha e como sempre houve muitos factos para narrar. Não… não houve quedas, nem furos, nem enganos no percurso, também não houve bolinhos, minis e receitas e no entanto há muito para contar.

O percurso foi escolha do Herculano… uma bela escolha lol… em próxima assembleia e depois de consultar os estatutos será deliberada, punição, no mínimo vai pagar um frango estufado com castanhas… lol.

A grande novidade do dia foi a comparência nas voltas domingueiras do Zé Carlos, 119 dias depois (16 semanas de “baptizados “ e” comunhões” é obra)…lol.
Saída marcada para S. João de Ponte onde os primeiros Muralhas a chegar (Belmiro e Hugo) aguardaram por mais elementos, enquanto o Hugo toma os seus “chocapic” chega o Herculano a tremer de frio pois para quem veio de casa de Bike ainda estava um pouco fresco. Entretanto chega o Zé, o Mike e o Paulo Vieira directamente da Trigueirinha onde tomaram o pequeno-almoço, e por fim junta-se o Miguel que também veio de casa de bicicleta, reunimos quórum e lá partimos.
Os primeiros Km foram sempre a subir o que agradou a todos, em muito bom ritmo e sem sermos confundidos com coelhos, pelos cães e caçadores, lá chegamos a Gonça, onde o Zé nos desafia a subir a famosa “parede”. O desafio inicial era quem subisse menos, pagava as minis, o que não era do agrado de todos… Então o Zé muda de abordagem e “pica” o Mike, “…não consegues subir….”. De orgulho ferido o Mike faz meia volta e dirige-se para a subida íngreme e técnica, o resto da Muralhada faz o mesmo. O único a conquistar o cume foi o Miguel (Grande Miguel, impressionante), embora o Paulo, o Zé, o Mike e o Herculano estiveram quase, faltou um Danoninho. De seguida um single track em descida, muito bom.

No inicio de nova subida uma tímida paragem para apanhar umas castanhas, mas uns metros mais à frente é que foram elas… eram às centenas e grandes no chão e logo tiramos uns dez minutos para atestar, bolsos e mochilas pois houve quem viesse equipado de mochila vazia de propósito para a ocasião. Quem parece que não gosta de castanhas é o Hugo, único a não encher os bolsos, ou então tinha receio de andar com mais peso… lol, pois a seguir era a subir junto ao Viva Park para depois fazer um excelente single track em descida até perto de S.Torcato

Subimos até Gonça para experimentamos nova descida, de inicio o terreno era o habitual, seco e rápido mas de repente tudo muda, entramos num campo húmido, verdejante e muito serrado que foi piorando conforme avançávamos. Homens de licras não combinam com aquele tipo de terreno que mais parecia uma selva tropical com plantas de cores exóticas, a certa altura só se conseguia avançar no terreno de bicicleta na mão e a ceifar mato.

Completamente escoriados finalmente chegamos junto de uma estrada particular onde havia uma casa com umas belas laranjeiras, as laranjas ainda não estavam no ponto, mas mesmo assim lá nacionalizamos as mais maduras para comer pelo caminho.

Finalmente um trilho muito bom e mais bonito ainda… mas foi de pouca dura, pois foi dar a um local que mais parecia uma selva no Camboja, bambus, riachos lamacentos com ratazanas e tão serrado que mal entrava o sol. Enquanto alguém trabalhava para encontrar o trilho os outros Muralhas dedicavam-se a outras atividades, tais como; comer laranjas verdes mas muito boas; cortar cana de bambu para semear em casa; subir aos bambus; tirar fotografias e ainda está claro, reclamar, mas na verdade é um local lindíssimo, algo que nunca pensamos encontrar na nossa terra.

O homem do GPS não conseguiu encontrar caminho ciclável e então voltamos para trás, seguimos pela estrada para tentar alcançar o trilho, cerca de um Km depois decidimos seguir pela estrada pois já era tarde. Em Souto e junto a um café o Herculano ainda sugeriu beber umas minis, e por incrível que pareça a maioria queria era ir embora pois em casa já ia funcionar o “rolo da massa”. Despedimo-nos do Herculano que seguiu em sentido contrário e fomos rapidamente para os nossos carros para assim dar por terminada mais uma volta “à lá Muralha”.

Boas pedaladas e sejam felizes.

QUENTES E BOAS

Cada vez mais os Muralhas andam desleixados, pois têm deixado de comparecer para a volta semanal.

Hoje pelas 08.15h apenas o Mike e eu nos encontravamos no Galileu, habitual ponto de encontro. Já o Mike pensava que iria sozinho, logo recebe uma chamada do Miguel a pedir para aguardar por ele pois estava um pouco atrasado. Mais uns dez minutos e aparece o Miro, Lá reunimos quorum e partimos para uma volta domingueira. Logo na saída nos cruzamos com os BTTBerço, com os quais trocamos algumas impressões, mas acabamos por seguir caminhos diferentes.

Ao chegarmos ao inicio da pista de cicloturismo fomos abordados por um novo elemento que nos pergunta de se poderia juntar a nós pois estava sozinho, após consentimento lá se juntou aos muralhas que viram assim o grupo aumentar. Após passar o tunel junto ao hotel se dá a primeira alteração ao percurso habitual, um trilho manhoso e bastante técnico com muitas urtigas á mistura, mas que logo nos colocou no trilho da maratona da passada semana. Alguns dos trilhos já nossos conhecidos só que em sentido contrário. Primeiro por Paço a Vieira, onde logo numa descida fizemos uma breves paragem para apanhar castanhas. Não, não foi o Miro o primeiro a parar, mas sim o Mike, que acabou por sair em desvantagem pois eu era o unico que levava mochila, e acabou por ficar bastante mais pesada, houve até alguns Muralhas que logo ali comeram a banana para arranjarem mais espaço para as ditas castanhas. Um pouco mais pesados lá seguimos até Rendufe onde nos esperava uma bela descida que nos conduziu até Gonça, onde circulamos em sentido contrário ao habitual, aqui acabamos por não seguir mais as fitas das marcações pois o Mike e o Miro sabiam que existia por ali uma bela descida que nos conduziria a S.Torcato. Sabiam que era por ali, agora onde era ao certo, não sabiam pelo que acabamos por andar perdidos a subir e descer aquilo que já haviamos subido, até que o Mike disse saber ao certo onde se encontrava a famosa descida, (se não for por aqui, eu mesmo escrevo a crónica), foram esta as suas palavras, e embora ele tivesse errado, eu cá me encontro a escrever a crónica semanal. Quando finalmente descobrimos a famosa descida, e chegados ao fim desta, o Miguel descobriu que havia perdido o conta quilometros, então toca a subir a procura do dito cujo. Na subida fui tirando os paus e pedras do caminho, pois sabia que iria voltar a descer, assim ficaria melhor a descida. Mas não tivemos que subir muito pois o Miguel á havia encontrado o seu Specialized. No fim da descida atingimos a estrada nacional para S.Torcato, mesmo junto as antigas instalações de uma fábrica onde eu comecei a trabalhar á 22 anos atras como escriturario, onde acabamos por descobrir uma carcaça de um moralhas mobil com a porta em perfeito estrado, logo o Mike a quis trazer mas nas bikes era impossivel, pelo que ficou deliberado uma nova visita mas desta feita de carro. Seguimos pela estrada até S.Torcato, mas a meio antes do semitério acabamos por fazer mais uma paragem para acabar de atestar a mochila de castanhas, quando todos os outros elementos ficaram sem bolsos para atestar. Com todo aquele peso as descidos ficaram ainda melhor, mas ao atingir S.Torcato fomos pelo quintal no Manuel onde nos esperavam umas belas subidas que não se revelaram faceis com todo aquele peso. Acabamos no Campor da Ataca junto aos Afonsinhos na foto de grupo. Daí nos separamos do Miguel que seguiu para casa e nós em direção ao galileu onde terminamos mais uma volta, e todos prometeram levar a mochila na próxima semana.

Boa semana a todos e boas pedaladas.

Quarta-feira, 5 de Outubro 8.30, encontro no local do costume (Galileu), para actualizar a conversa e decidir a volta. Tudo indicava para um percurso arrojado, pois o Mike tinha desafiado fazermos a volta da Maratona de Guimarães (parte do percurso 80km).

As ausências eram muitas, mas lá reunimos quorum (Belmiro, Gilberto, Mike, eu). Lá aguardamos para ver se mais alguém aparecia, quando surgiram alguns BTT BERÇO (Sérgio, Paulo e Ricardo) a desafiar-nos para nos juntarmos a eles na volta.

Estavam reunidos o ingredientes explosivos, uma volta dura com BTT BERÇO e um Belmiro cheio de vontade e em regime de fuga da sua própria casa, pois fazia anos de casado (PARABÉNS MIRO – pelo aniversário e pelo acto de coragem de num dia deste ousar andar de bike).

Lá seguimos caminho pela pista e tomamos a direcção do quintal com o novo upgrade (Santo Antoninho).
As subidas estavam duras, mas em cima ou lado da bike lá subimos, o Belmiro sempre a desafiar as subidas, quando ouvimos algo inesquecível, especialmente para os nossos ouvidos (muralhas btt) não vamos subir mais já chega (vindo do BTT BERÇO) é um acontecimento a registar numa crónica.

Estava tudo a correr dentro da normalidade, quando o Gilberto teve de parar, pois as tensões começaram a dar de si (menos presunto e garrafolas e tudo passa Gilberto) Lá tivemos a primeira paragem forçada, mas passou e continuamos em direcção a Cepães.

Em Cepães resolvemos não subir pelo habitual trilho e regressar pela ciclo via, pois as condições do Gilberto não era as melhores, e os muralhas nunca abandona um membro.

Seguimos então a pista agora em direcção a Guimarães (mas não podia faltar uma fuga do Miro e do Mike para alcançar e massacrar um ciclista de estrada teve a ousadia de passar por nós), já em Mesão Frio juntou-se mais um BTT BERÇO e quando todos nos preparávamos para nos despedir do Gilberto que seguiria para casa e nós para a Penha, eis que ele nos surpreende e decide também subir (Há grande Gilberto).

Após a subida que já se torna fácil (sobretudo com a ajuda de uma paragem com direito a uvas americanas), lá chegamos ao cimo para a tão desejada descida agora pela pista de downhill.
Finda a descida lá seguimos em direcção ao Galileu para o regresso a casa.

NOTAS IMPORTANTES:
Não quero deixar de agradecer a agradável companhia dos BTT BERÇO, e boa sorte ao Miro na chegada a casa (Estás bem Miro?).

Volta domingueira

Desta feita, a primeira volta domingueira do Outono que agora entramos, foi pelo quintal com algumas alterações. Como de costume o ponto de encontro foi no Galileu, hora de saída marcada para as oito e trinta, hora a que cheguei, já lá estavam o Miro, o Paulo Vieira, o Paulo Marinho, o Herculano e estava a chegar o Mike.
Em época de vindimas e vinho doce uma volta domingueira na qual passamos por alguns vindimadores e zonas com as pipas e cestos prontos para receber o precioso néctar, com um trajeto com muitas alterações que eu não posso descrever pois não sei bem por onde andei (Sta Cristina de Arões, Cepães… e outras terras de Arões que não sei o nome) mas tive a sensação que era sempre a subir, ao ponto de, por volta das dez horas estávamos na ciclovia na zona dos tanques, preparados e direcionados para ir em direcção a Guimarães e diz o Miro; “A minha bike foi feita para andar no monte e para subir, não sabe andar em plano e no alcatrão da pista.” Dito isto e depois de alguma hesitação lá fomos nós a subir monte acima, numa subida de cortar os pulsos ou de então tirar justificações a quem sugeriu aquele percurso, só não o fizemos porque estávamos muito cansados depois da subida, ao ponto de uma subida (aquela que parecia que nos levava até o céu) ser de tal forma que todos tivemos que desmontar e ainda assim o Mike depois de duas tentativas de escalada ter desistido e dito que era “impossível de subir e ninguém o conseguia fazer de bicicleta” e “mesmo de mota é só para poucos”.
Já em Mesão Frio e para tentar persuadir o “Zé” a voltar, estivemos a tirar fotos com o nosso apoio a uma faixa que alguém pendurou na ponte em Azurém que dizia “Volta a trás Zé” ficando a duvida do que ela queria dizer com o “a trás”, se seria algum local passado ou se quereria dizer atrás, o mais curioso é que as mensagem continuavam desta vez na rotunda em Mesão Frio, mensagem essa que ficou gravada na maquina fotográfica do Mike. Tudo bem, ficou o dever de bons cidadãos cumprido e tentamos ajudar alguém na sua causa.
Uma volta que se previa soft acabou com 36 Kms e que no fundo teve as suas dificuldades, mas no final de transpostas tudo rolou muito bem.
Um abraço a todos.