Arquivo de Julho, 2011

Sábado 23 de Julho de 2011
Para alguns uma estreia, para outros a repetição de uma aventura épica, com paisagens que se esperavam deslumbrantes.
Ás 6 da madrugada e com poucas horas de sono (3), fui o segundo chegar ao ponto de encontro no local do costume, o café Galileu, onde já se encontrava uma nova aquisição, o André “bem-vindo”, pouco depois e quase em simultâneo como se de “grã-britânicos” se tratassem, chegaram os restantes participantes. Assim sendo aqui fica a lista de participantes.
Bikers: Mike; André; Miro; Gilberto; Ricardo; Miguel; Paulo Jorge; Paulo Vieira; Zé Carlos; Eduardo “bem-vindo”; Herculano; Manel.
Motoristas: Primaço; Hélder; Nel.
Bikes e morfes arrumados nas viaturas o primeiro rumo foi a Trigueirinha para o habitual pequeno-almoço. Mais uma vez e como já se tem tornado habito, uma ave rara e berrante apareceu, mas como se costuma dizer: “faz parte”. Estômagos aconchegados, arrancamos agora sim em direcção a Montalegre. Cerca de uma hora e meia depois, chegamos a uma pequena aldeia (Padroso), ponto de partida para quem ia desfrutar de um percurso fantástico para a prática do BTT. Alguns estômagos já pediam alguma coisa para picar, e, como os panados de peru secavam a garganta, foram precisas algumas mines para desentalar. Quem ficou a perder foi o Ricardo, pois o tampe”qqcoisa” eleito foi o dele… lol…
Já estava mais do que na hora de encetar a aventura e para começar uma subidinha de queimar os músculos, a partir daí começou a diversão nuns quantos km de pequenas subidas e descidas muito agradáveis. Perto dos 20km eram cerca das 10:30 fizemos a primeira paragem para o reforço em Tourém, uma aldeia perto de Randim onde já se encontravam os não-Bikers a jogar umas cartadas. Sandes de panado de porco (as de peru já eram), frango estufado e moelas foram as iguarias eleitas, regadas com mines e coca-cola ao som de uma cantadeira muito simpática. Por esta hora já o muralhita Ricardo se via aflito com cãibras na virilha, que lhe parecia “estar a afectar o ouvido”. Acabando por seguir viagem nas carrinhas.
De novo em andamento chegou a hora de atravessar um matagal que obrigou a um verdadeiro corta-mato. Depois uma zona lindíssima, das mais bonitas paisagens de todo o percurso, uma albufeira com um espelho de água de perder de vista que o camarada-man (Mike) não podia deixar de registar (aproveito para agradecer as fotos e vídeos produzidos com grande empenho e esforço durante todo o percurso)…XD…
Pouco depois, primeiro furo. A bike do Eduardo afinal fura. De seguida, a melhor parte de toda volta, cerca de 6 km de pura adrenalina num percurso que só pecou por estar um pouco seco pois se tivesse um piso mais mole seria de um nível muito acima do excelente. Mais à frente novo furo, de quem?… Eduardo…fonix … isso fura mesmo…lol… parecia o “El Mexicano” numa outra aventura…
Já faltava pouco, cerca de 10 km e os corpos já se ressentiam do calor, as reservas de água começavam a escassear, mas toda agente aguentou até ao fim desta vez por estrada até Lobios onde as carrinhas nos esperavam com bebidas frescas. Todos os Bikers foram ao banho de água enquanto os não-Bikers tomavam banhos de sol. Ao início o pessoal espalhou-se pelo riacho para fazer “levantamento de raiz”, “apanhar Nhec-Nhec “, ”banho checo” e ”mata que é piolho” aos poucos foram-se agrupando à saída da água quente, quais “moscas à saída do esgoto”. Houve ainda quem tentasse entrar na água fervorosa, mas não foi possível tal era a sua temperatura, ficando na zona intermédia “OS MIÚDOS DIVERTEM-SE NA ÁGUA”.
Banho tomado, já o bucho pedia aconchego e seguimos em direcção a um local onde tínhamos passado para o repasto final. Mas pelo caminho foi necessário abastecer o saco do pão pois há sempre quem coma mais do que cinco. Havia de tudo (excepto panados de peru), moelas, punheta (feita a mão pelo Herculano), rissóis, bolinhos de bacalhau, presunto, broa com queijo, empadão, panados de p… limão, camarão, bolo de chocolate, salada de fruta, meloa, e mais frutas e mais umas quantas coisas boas…. Regado com uma pinga “de trás da porta”, coca-cola, mines e água… DASSE … É TUDO À GRANDE…
Depois de uma grande dose de cavaqueira partimos em direcção à Cidade Berço. Tempo ainda para mais uma molhadela de garganta nas Cerdeirinhas. Por volta das 19:00 chegamos ao local onde tudo começou. Despedidas feitas cada um regressou a sua casa.
Foi um dia fantástico com muita galhofa, companheirismo, alegria e descontracção. Um percurso fabuloso com paisagens magníficas. Um dia que jamais iremos esquecer.
Em nome de todos os Bikers, deixo aqui um agradecimento especial aos não-Bikers (os nossos motoristas) sem eles esta aventura não seria possível. Em nome do grupo, um muito obrigado!!!
Quanto aos Bikers, É SEMPRE UM PRAZER PEDALAR CONVOSCO…

Rota do Miro, sem travões…!!!

Dados:
By Sigma:
Distância: 37,56 Km
Tempo em Andamento: 2:44:51
Velocidade Média: 13,66 Km/h
Velocidade Máxima: 57,98 Km/h

By Polar:
Duração: 3:18:56
Batimento Cardiaco Máximo: Não digo!!!
Batimento Cardiaco Médio: 144
Calorias: 2517 Kcal
Picos: 5 ( nos dedos não tem conta… :) )

Altimetria:
Acumulado de Ascendente: 2855 m
Max: 30 m/ min.
Méd: 9 m/min.
Acumulado de descida: 2850 m
Max: 137 m/ min.
Méd: 13 m/min.
Altitude maxima: 486 m
Altitude Minima: 188 m

Domingo, 10 de Julho de 2011.
Oito da Madrugada, no ponto de encontro habitual lá se começam a reunir os muralhas para mais uma volta domingueira, primeiro, como por marcação cheguei eu (PJ Marinho) e o Paulo Vieira, e logo de seguida o Gilberto e o Belmiro. Os restantes tiveram medo à chuva… lol :) .
Enquanto uns reconfortavam o estômago, outros discutiam o circuito a fazer, pelo nosso quintal… após uma acesa discussão, quase com consequências graves, uma vez que havia um elemento que não tinha travões, lá ficou definido:
Início da discussão: – Vamos fazer o quintal? Hum… ta bem!!! :)
Assim por volta das 8:30 lá partimos em direcção à ciclovia para mais uma manhã de plena diversão. Já na ciclovia a uns 2 km’s do início, eis que vêm a primeira ideia, “- vamos por aqui… hum… ok!!!” iniciávamos caminho pelas já conhecidas Dunas, com o Belmiro a liderar o grupo, pois não tinha travões… iniciamos a descida pelo monte, mas logo fizemos uma série de pequenos cortes que nos levaria em direcção a Atães… muito bom, poucas subidas (ou seja sempre até meio das ditas(lol)), havendo sempre uma alternativa para não ser demasiadamente duro…  e o Miro à frente…
Já em pleno monte, algures em Atães, perto do campo de futebol, lembra-se o nosso guia do momento… “ – Vamos por aqui…” – Olhamos uns para os outros, será que devemos??? – se eu sabia… Uma enorme parede sem fim, fonix!!!!, onde nem a avozinha ajudava muito… e quase caí de costas… fazendo lembrar alguém em pleno Camiño de Santiago… :) . No cimo deste tremendo pico, eis que chega o Rebuçado, uma boa descida que para nosso espanto vem cruzar com o início da subida… Quase empurrávamos o guia sem travões…. :) .
Seguimos então para o campo de futebol onde deu para tirar umas fotos no pódio, e no Arc de Triomphe… :) . Aí seguimos em direcção a Santa Marinha mas apenas até ao inicio da pista de DH. Foi só mais um pico… (seguir o Miro lol…), de seguida tomamos a direcção de Arões, fazendo um trilho muito interessante, muito bonito, e a DESCER…. :)
Finalmente cruzamos a estrada de Fafe em direcção novamente à ciclo via, chegados ao café de Cepães, lá decidimos fazer a segunda parte do nosso quintal, até à ponte de Jugueiros.  É de salientar a alertar todos os utilizadores desse trilho que foram colocadas estacas no solo, portanto, MUITO CUIDADO!!!, têm apenas 15 a 20cm, quase não se vêm, ao que parece, com o intuito de marcar o terreno, mas para a nossa prática desportiva são muito perigosas.
Por fim, voltamos a fazer aquela parede até a Ciclo via, retomando o caminho de casa a uma velocidade cruzeiro de 25/30 Km/h :)
Nota:
Mais um mandamento para os Muralhas:
- Quando o Miro não tiver travões, não o sigam à mesma…
Um grande abraço para todos, e Boa semana de trabalho…
PJ Marinho.

ERRATA:
Onde se lê 2855 m de Acumulado Ascendente, deve ler-se 855 m.
Onde se lê 2850 m de Acumulado Descendente, deve ler-se 850 m. :)