Arquivo de Junho, 2011

A Caminho de Santiago

Quando no ano passado cheguei à Praça do Obradoiro em Santiago de Compostela, soube logo que queria voltar, “O Caminho” tem algo mágico, fisicamente, para quem esteja habituado a andar por exemplo ao domingo de manhã não é nada do outro mundo, no entanto é uma aventura épica, há algo no “Caminho” que nos toca, sendo ou não religiosos. Depois há outras “coisas” simples que fazem com que valha a pena, os amigos, a superação, a boa disposição, os imprevistos que vão sendo resolvidos, etc.
A preparação este ano não foi nada de especial, bastou que a equipa criada no ano passado repetisse as suas tarefas, e pronto nada falhou.
Dos vários agradecimentos que o grupo quer fazer, e como não podia deixar de ser o primeiro vai para o amigo Carlos Mendes (Primaço), pela sua boa disposição, disponibilidade, simpatia, pelas minis sempre geladinhas e também por ter “gramado” a MuralhasMobile sempre com um sorriso nos lábios, foi sem dúvida um “Staff” do melhor do mundo, 5000 estrelas. Agradecer à esposa do Primaço pelos deliciosos bolos que nos preparou, também agradecer ao homem do telefone (Herculano) pelos mil e setecentos furos que teve (dava sempre para o resto do grupo descansar um pouco), agradecer em nome do homem do telefone ao nosso mecânico Mike , que lá ia resolvendo tudo. Agradecer aos proprietários das frutas por nós nacionalizadas durante todo o caminho, e também às nossas esposas pela autorização para estar estes dias fora de casa, a fazer algo que tanto gostamos, andar de bicicleta, sabemos que não é fácil para elas “aturar” esta nossa maluquice, obrigado. Aos vários Muralhas que por qualquer motivo não puderam estar presentes, dizer-lhe que estiveram sempre connosco e que contamos com vocês para a próxima oportunidade.
Véspera da saída.
Depois de um dia de trabalho, lá nos reunimos ao fim da tarde, aproveitamos para lanchar e para ultimar pormenores e conferir tudo em relação à nossa grande aventura. Por volta das 22 horas o Zé Carlos e o Primaço apareceram para recolher a Muralhasmobile, que já se encontrava carregada e pronta a partir, uns momentos de conversa e recolhemos a nossas casas para descansar, os próximos dias iriam ser no mínimo duros.
1º Dia
Estava combinado eu e Gilberto apanhar o Paulo Marinho às 7.40 em sua casa, mas, eram 7.20 e o Paulo já se fazia anunciar via SMS “ Toca a acordar… já estou cá fora… à vossa porta…”, apanhados desprevenidos, mas prontos, lá saímos para a rua e seguimos viagem para a Praça da Oliveira em Guimarães, local escolhido para a saída. Quando chegamos já lá estava o Zé Carlos e o Mike, faltava o Herculano que chegou um par de minutos depois.
Primeiras fotos, últimas afinações, pequeno-almoço tomado e lá seguimos ao encontro do “Caminho” em S. Pedro de Rates.
Passamos Guimarães e depois foi só rolar até Famalicão sem grandes dificuldades, já em Famalicão tivemos dois percalços e uma Festa, ou seja um pequeno desvio de rota (vulgo engano) e paramos para meter ar no pneu da bike do Mike, quanto à festa simplesmente não ligamos. Entramos mais à frente na ciclo via Famalicão/ Póvoa de Varzim e no nosso terreno de eleição (terra), logo o Herculano tem a primeira avaria (suspensão traseira deixou de funcionar), mais à frente furo na menina do Herculano, … novamente furo na bike do Herculano, e… nova perfuração na bicicleta do Herculano, e foi isto todo o Santo “Caminho” … “vou tentar não escrever muito sobre o assunto mas a verdade é que foram mesmo muitos furos. Já no final da ciclo via não é que o Herculano tem outra vez o pneu em baixo, toca a dar à bomba e siga a marcha… uns metros mais á frente e já no alcatrão alguém grita FURO… Herculano tá claro… desta vez tinha um arame no pneu, demos à bomba e seguimos.
Estávamos em S. Pedro de Rates quando carimbamos pela primeira vez, aqui percebemos que os trilhos iriam estar bastante congestionados, de peregrinos e bicigrinos.
Seguiram-se 25Km agradáveis até Barcelos, onde paramos numa esplanada para recuperar forças, também aproveitamos para fazer o primeiro contacto com o nosso apoio na estrada, o Primaço, já se encontrava em Ponte de Lima, era por volta da 11 horas e na altura não imaginávamos a seca que lhe iríamos dar. Algumas fotos depois seguimos para Ponte de Lima, 29 Km que pareceram uma eternidade, efectivamente parecia que nunca mais chegávamos.
Quando finalmente chegamos tivemos uma grande surpresa, junto ao Primaço estava o Muralha Gil, que veio para almoçar e dar apoio moral ao pessoal. Almoçamos como é habitual na Tasca da Dª Márcia (Tasca das Fodinhas). Estava tudo delicioso, inclusive a sopa com massa que eu comi e que graças ao Gilberto (enviou um MMS à minha esposa) viria a cria-me problemas em casa “… ai em casa não comes… toma lá…”. A sobremesa foi os bolos que o Primaço tinha trazido de sua casa, e sem chocolate porque neste grupo à gente muito esquisita lol .
Mas a verdadeira sobremesa estava a 10Km, a mítica subida da Labruja. No inicio da subida mesmo junto à ponte metálica o Gilberto tem uma avaria na bota, tinha perdido um parafuso e quase ia caindo ao desmontar, em poucos minutos resolvemos o problema provisoriamente, mais tarde em S. Bento da Porta Aberta arranjamos um parafuso novo e o problema ficou definitivamente resolvido. Já na zona dura da subida mas ainda onde se consegue andar montado o Mike dá por falta dos óculos “perdi os meus óculos…”, estas palavras fizeram com que me lembrasse dos meus “olha também perdi os meus …Bolas…” só espero que alguém os tenha encontrado e faça bom proveito. Nesta altura o Paulo destacava-se a subir até que aparece a parte que ninguém consegue andar, só MÃOHILL até ao cimo, são duas subidas em pedra e com uma inclinação de chegar ao cimo a dizer mal dos pecados de Santiago, não é Herculano?
Na descida quem arriscou mais foram os Muralhas que já a conheciam, encabeçados pelo Zé Carlos. Nova subida de 4Km e depois entre descidas e terreno para rolar lá chegamos a Valença, claro que o Herculano teve mais uns furitos… lol. 140Km nas pernas quando à saída de Valença encontramos o Primaço que nos informa que o Hotel fica nos arredores de Tui a 7Km (fomos bem enganados pois foram muitos mais). A todo gás e com grande dificuldade lá seguimos atrás da Muralhasmobile que ia distribuindo minis pelo caminho. Os Muralhas já estavam sem energia, com a excepção de “moi”, ainda tinha um restinho da sopa para gastar e por isso fui o terceiro a chegar ao Hotel logo atrás do Gilberto e do Herculano seguindo-se os restantes Muralhas, claro que os dois primeiros fizeram estes últimos Kms na carrinha, lol … é justo dizer que neste bocadinho o Herculano não furou …lol.
Check-in feito, banho tomado fomos para Valença onde iríamos jantar no Restaurante Teresinha (o grupo recomenda), boa comida, boa bebida, simpatia e bom ambiente. O jantar correu como é habitual, muito apetite boa disposição e muita alegria, já tínhamos pedido a conta quando a gerência nos ofereceu um digestivo no caso licor Beirão, aceitamos com muito prazer e fomos sentar-nos na esplanada. Enquanto esperávamos pelo digestivo, alguém reparou que um dos grupos que estava no Restaurante tinha deixado metade de um bolo em cima da mesa, resolvemos estão ”nacionalizar” o dito bolo, um Muralha entra no salão do Restaurante e trás o bolo para a esplanada e logo outro acaba o “trabalho” ao guardar o bolo na carrinha. Seguimos para um último copo na zona antiga de Tui, não demoramos mais de 15 minutos pois o Herculano estava “furado” de sono.
No hotel sim fizemos uma grande festa antes de nos deitar, fomos para uma das varandas dos nossos quartos e com 3 bolos e algumas minis acabamos a noite em grande, sempre com muito respeito pelos outros hóspedes do Hotel.
3,02 Da manhã toca o telemóvel, ou pensei que era o telemóvel mas não era, depois de uns segundos lá percebi que era o telefone do quarto, atendo surpreendido pela chamada e qual o meu assombro quando do outro lado da linha me apercebi que era o Herculano, “… abre-me a porta do teu quarto que aqui não consigo dormir…” todo taralhoco levanto-me e abro a porta e imaginem o meu espanto quando vejo o Herculano pelo corredor fora com o colchão às costas, entra no meu quarto e do Paulo e deixa cair o colchão no chão, deita-se, resmunga, “não consigo dormir com …” passados uns segundos adormecemos.
2ª Dia
7.30 Foi um corridinho de telemóveis a despertar, a situação engraçada que aconteceu de madrugada serviu para o pessoal ficar com a disposição a 100%. Oito horas e depois de meter as tralhas na Muralhasmobile já estávamos a pedalar à procura de um local para tomar o pequeno-almoço.
A primeira etapa deste novo dia eram os 30Km que separavam Tui de Redondela, tinha curiosidade de ver a 3Km de Tui o trilho do rio Louro, pois no ano anterior devido a um temporal estava tudo inundado, e foi muito o nosso espanto ao perceber que foi preciso ter acontecido uma tromba de água muito grande para a zona estar toda alagada. O outro ponto eventualmente complicado é a zona industrial de Porrino, passamos sem ter apanhado tráfego nenhum e assim depressa chegamos a Redondela, onde tivemos já o apoio moral do Primaço, ao que parece este homem não gosta da cama lol.
2ª Etapa, destino Pontevedra, 19Km de muita beleza e de um sobe e desce (vulgo Ping Pong), pois é aprendemos novas expressões de BTT em Espanha lol. A vista do alto da Lomba é portentosa sobre a ria, maravilhosa. Mais à frente o Herculano continua a perfurar, nada de anormal portanto… lol.
Em Pontevedra novo encontro com o nosso STAFF e aproveitamos par comer uns bocadinhos, o almoço ficou marcado para Caldas de Reis a 23Km de distância e sem grande dificuldade, mas cabe destacar os últimos 4 km em terrenos agrícolas e em óptimo estado para a prática do BTT, foi diversão no máximo, em Caldas de Reis houve alguns Muralhas que aproveitaram para se “banhar” junto a umas campas, macabro, lol mas delicioso e refrescante.
A nossa primeira opção para o almoço já não os servia pelo adiantado da hora, por isso fomos a um bar junto ao Albergue e que sorte tivemos, comida excelente, boa esplanada, sol no ponto certo, bebidas fresquinhas e bom serviço, a nossa amizade fez o resto, foi sem dúvida uns momentos muito bem passados.
Caldas de Reis – Padron são 19km que são o sonho de qualquer amante de BTT/NATUREZA, sem dúvida no que diz respeito ao BTT o ponto alto de todo o “Caminho”. 5Km rolantes em estradão numa paisagem muito bonita seguido de 2Km em subida ligeira com 2Km de descida rápida, 1,5Km de subida ligeira e depois no Alto de O Pino 2Km de descida numa paisagem de sonho até ao Rio Valga, é sem dúvida a melhor descida do “Caminho”, o Mike ainda teve tempo de mudar os calços dos travões a meio da descida. Depois uma zona urbana também muito engraçada de fazer até chegar a Padron.
À entrada de Padron dois africanos brindaram-nos com umas minis, obrigado, gostamos mesmo muito. Padron estava em festa, havia uma concentração Motard, logo o Primaço aproveitou para assistir aos espectáculos, foi preciso ligar-lhe para vir ter ao Hotel pois a Muralhada queria era um belo banho e uns minutos de descanso. Depois do banho demos um passeio pelo centro de Padron à procura de um restaurante, mas não havia muito por onde escolher por isso ficamos no Restaurante do “Argentino”, especialidade polvo, por sinal bom, o vinho Alvarinho é que não caiu muito bem, obrigando quem bebeu a passar a noite cheio de sede… o Gilberto ficou na lista negra, não volta a escolher o vinho em Espanha… lol.
No fim do jantar ainda fomos a um “casamento”, a noiva é que não parecia muito feliz, mas pronto a felicidade vem com os anos, na verdade é que fomos para a cama cedinho… acreditem.
3º Dia
Começamos o dia com uma surpresa ao Zé Carlos, sorrateiramente entramos no quarto dele e cantamos os parabéns a você… parabéns dados só faltava a prenda, e como o Gilberto se esqueceu dela em Guimarães, logo um Muralha lhe ofereceu um momento cómico ao colidir com a cabeça na janela, foi hilariante.
Ainda não tínhamos encontrado a primeira seta amarela do “Caminho” e o Herculano já tinha… exacto… um orifício no pneu. Enquanto o Mike e o resto dos Muralhas reparavam o rombo eu fui procurar um local para tomar o pequeno-almoço. Santiago de Compostela dista a 24Km e por volta das 10 horas já lá estávamos.
Foi com muita satisfação que chegamos à Praça do Obradoiro e admiramos a imponente Catedral, tudo correu muito bem. O objectivo tinha sido atingido e com uma sensação de alegria olhei para os meus amigos e pensei … “fazia tudo de novo” … OK, OK depois pago os direitos de autor LOL. Mas ainda tínhamos reservada nova surpresa ao Zé, o Primaço tinha ficado encarregue de comprar um bolo de aniversário com velas e tudo, e assim novamente e em plena Praça cantamos os parabéns ao Zé Carlos e lá comemos o bolo. Satisfeitos fomos levantar a “Compostela” e visitar a Catedral.
De regresso a casa ainda passámos por Ponte de Lima para almoçar na Tasca das Fodinhas e comer uma sopinha.
As nossas meninas estiveram à altura, inclusive a do Herculano, mas eu se fosse a ele mudava para uma K-ONA … LOL, à altura esteve também o tempo durante todo o fim-de-semana.
Boas pedaladas e sejam felizes.

Muralhas BTT – Santiago´11 – As fotos por zecarlos_vsc

Domingo 7h25m, saio de casa ao encontro do Miro que já estava no MuralhasMobile à minha espera para seguirmos em direcção à Trigueirinha onde já se encontrava o Zé Carlos a reconfortar o estômago. Entretanto chega o Mike que toma o seu cafézinho, mais dois dedos de conversa para ver se chega mais alguém… 7h50, ainda me lembrei e disse liguem ao Herculano para vir ter aqui como da 1ª vez hehehe…. lá partimos em direcção ao antigo parque da Jom em Ponte. Viaturas estacionadas toca a montar nas meninas estrada fora até aos montes que nos esperavam… e que montes!!!! Montes estes que não eram nem mais nem menos que uma mistura de “Trilhos do Ave” com “Trilhos do Berço” até Penselo, São Torcato e Gonça. Sendo que as maiores partes destes trilhos com novas variantes, “boas descidas até lá acima” com fartura diga-se muito boas para alguns Muralhas… principalmente aqueles cujo o nome começa por M… sendo que numa dessas descidas até lá acima, fomos ter a uma parede que esses dois meninos tinham tentado subir umas voltas antes.
É então que surge o desafio do dia… – quem consegue subir aquela parede? quem subir a parede paga as minis diz logo o Zé Carlos, então não é que homem das subidas foi o que menos subiu???? pronto não faz mal, paga as minis quem menos subiu arrematou logo de imediato o Zé!! Terminado o desafio lá seguimos monte acima, sim, pois para mim era sempre a subir, ora era uma mama, ora era uma marreca, duas marrecas… para mim eram mais marréconas!!! Dassse…
Até que por fim chega uma descida e não é que o Xôr MIKE tem desplante de furar a descer???? livro de reclamações imediatamente, ninguém fura a descer e mais… nada de encher a câmara furada toca a mudar já de câmara. Câmara mudada lá seguimos em direcção a Gonça pelos trilhos do Ave e mais suaves um pouco, onde desfrutamos de uma bela descida sem dúvida, cujo fim é junto à estrada S. Torcato – Gonça. Tinha um magnífico ameixoeiro sem dono, mesmo na via publica!!! Está-se mesmo a ver não???? Há duvidas???? Eu vi logo que não!!!! Imaginem que até tive que lhe dar a minha mochila!!!!
Até que chegamos à estrada São Torcato-Gonça e o GPS do Zé em vez de nos mandar seguir pela estrada até Gonça não… manda-nos seguir pelo meio de uns campos manhosos abaixo, sempre a descer e eu cá para mim f…-.. isto ainda vai dar que subir, já eram 11h15 e diz o Zé: – Ainda faltam 2 marrecas durinhas e uns 20kms, foi então que devido ao meu desgaste físico, sugeri que atalhasse-mos caminho até São Torcato para pena do Miro, Mike e do Zé, mas que compreenderam a situação. O GPS do Zé lá nos guiou até à estrada mais próxima, que viria dar a São Torcato onde parámos para beber as minis e as colas da praxe. Bebidas tomadas e pagas pelo Miro, muito obrigado nunca é de mais, lá seguimos em direcção a Gominhães, Penselo novamente e Corvite mas em sentido inverso por um trilho que o Zé conhecia para mais uns arranhões visto que ainda não tinha falado neles e aí terminou esta volta durinha Q.B.

PS: As outras 2 marrecas ficam para a próxima!!!

MUITO IMPORTANTE: NÃO SE ESQUEÇAM DE SER FELIZES E FAZEREM OS OUTROS FELIZES,
UM ABRAÇO
GILBERTO

E se fosse Sta. Quitéria???

Sábado de sol mas frescote pelas 11.30 juntaram-se no Galileu, Gilberto, PJ Marinho e Zé Carlos para depois de uns morfes se irem encontrar com o Belmiro ao café de Cepães. Houve um muralha que ainda ligou a dizer: 11.30??? isso nem é carne nem peixe… resposta: pois não… é Sereia… Ciclovia feita em bom ritmo e muita cavaqueira chegando o trio a pedalar a par durante muitos metros porque o trânsito era pouco lá chegamos junto ao Belmiro e uma questão se colocou: que percurso fazer???
Alguém sugeriu… e se fosse Sta. Quitéria??? Nunca lá fomos… fazemos a descida até Jugueiros e depois subirmos por estrada até Felgueiras e depois Sta. Quitéria e depois descemos para o lado de Fafe. Sugestão aceite, lá partimos para o alto de Cepães para depois descer até Jugueiros com algum cuidado porque os trilhos estão muito duros e “escorregadios” para as rodas das bikes. Há também neste momento muita vegetação nos trilhos o que provoca imensos arranhões, e assim arranhados lá chegamos a Jugueiros onde fizemos um pedaço de um trilho junto ao Rio Vizela até encontrarmos a estrada para Felgueiras na zona de Serzedo.
Estrada acima o PJ estava cheio de vontade de dar calor na menina mas lá foi aguentando as éguas e assim chegamos juntos a Felgueiras. Depois veio a subida para Sta. Quitéria. A primeira rampa é de cortar os pulsos. O gajo que sugeriu demostrava arrependimento total e o auto-flagelo ia começar. Tinha ideia que eram 3 kms até ao topo (felizmente são pouco mais de 2) e terminada a primeira rampa apenas tinham sido percorridos cerca de 600 metros a ideia de dureza era cada vez mais uma realidade. Veio a segunda rampa, mais curta mas igualmente dura. Até que com cerca de 2 kms percorridos percebemos que as rampas duras tinham terminado e o topo era “jáli”… Fomos em direcção ao santuário mas os outros muralhas tinham ido na direcção contrária para “conquistar” mais um pinoco. Chegados junto deles, feitas as fotos da praxe seguimos viagem para Fafe. Segundo o Belmiro sempre a descer… foi quase… umas rampazitas mas nada que não se superasse. Depois de Fafe seguimos em direcção à ciclovia e ao café de Cepães onde eu e o Gilberto seguimos viagem de muralhasmobile enquanto o PJ Marinho e o Belmiro seguiram nas meninas pela ciclovia acima.
Belo sábado, bom treino e mais um alto conquistado. Sta. Quitéria.
A crónica de domingo??? Fica a cargo do Gilberto que também está de férias… LOL

Bom dia, boa tarde ou boa noite a todos conforme a ocasião. Fiquei desta vez eu encarregado da escrita para relatar mais uma aventura da muralhada desta vez marcada para a Trigueirinha em Fermentões para a volta da Acarp 2011. A hora marcada era ás sete e meia porque é de manha que começa o dia e deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Deixemos as filosofias e vamos ao que interessa. Quando cheguei à Trigueirinha já lá estavam o Paulo, o Mike, o Miro e o Gilberto para a volta. Esperava-se pelo Herculano que estava em Ponte e o Zé Carlos que teve medo da possível chuva e ficou no quentinho da cama. Bom não estando o Zé Carlos a volta foi alterada e o Paulo liga ao Herculano a comunicar as alterações de planos para ele vir em nosso encontro. Passado uns minutos: O Herculano não chega? Se calhar vem de Bike – diz o Gilberto. Assim era e até já vinha de casa. Entretanto chegou para satisfação de todos e as desculpas do Paulo pois não se lembrou que ele estava de Bike e fez com que ele fizesse mais uns kms, mas também desta forma fica melhor preparado para Santiago – alguém comentou. Quanto á volta uma volta quase normal passando por Gonça e voltando à pista de cicloturismo local onde deixou de ser normal.
Deixou de o ser pois seguimos para casa do Miro onde nos esperavam umas lambonas, uns panachés, um presuntinho e outras coisas que não vou contar pois quem quiser saber que se levantasse da cama e viesse ver.
Ficou a foto de recordação e para marcar o momento para mais tarde recordar e meter inveja ao Zé Carlos e ao Gil que receberam o comprovativo. Muito mais havia para dizer… mas… Já vai longa a conversa e fico por aqui.
P.S. Uma boa viagem para os aventureiros de Santigo e que rezem por todos nós.
Abraços