Arquivo de Fevereiro, 2011

DiverLanhoso

Ontem, dia 27 de Fevereiro pelas 7:30, o grupo foi-se formando no Galileu e a seguir, em S. Torcato, aumentou quer em elementos quer em croissants.
A festa Torcatense passou-nos ao lado, ou melhor, nós passamos ao lado! Não podíamos perder tempo com operações STOP da GNR, não fosse os Srs Guardas terem acordado de rabo para o ar. Além disso o meu bafo a café com leite avariar-lhes-ia o alcoolímetro, foi melhor assim.
Chegados à Póvoa de Lanhoso, onde nos aguardada o Belmiro (que já pedalava desde casa!), montamos as bikes e seguimos em direcção á montanha.
Não vou falar da subida, apesar de ter corrido bem, gosto mais de descidas. Chegados ao estradão do Ermal que é quase o cume da montanha, onde pedalávamos a meio gás, rodeados por uma paisagem sempre fantástica, assim chegamos ao inicio da pista. Aqui recordo o post do Herculano da primeira vez que lá fomos:
“Atingido o topo da montanha era dar inicio ás descidas, devo dizer que não tenho palavras para descrever aqueles 2 ou 3 km de descidas, single tracks, saltos, pontes, locais técnicos, outros fáceis, pedras, simplesmente faaabbbuuulllooosoo”.
Agradecemos mais uma vez ao Sr. José da Diver Lanhoso pela recepção e permissão de usarmos os trilhos do parque.

Eu e o Artista…

Sábado dia 19, cheguei ao Galileu às 10h25 para a volta de aquecimento como estava no programa dos muralhas. Estacionei, tirei a bike e encostei-a em frente ao Galileu. Entrei, pedi um café e perguntei ao Victor, proprietário e de serviço nessa manhã, se já tinha lá estado algum muralha. Respondeu-me que ainda não tinha visto nenhum “bttista”. Como ainda só passavam dez minutos da hora marcada, achei normal e continuei a conversar com ele acerca de dar umas voltas de bike. Dizia-me ele que também gostava de poder ir connosco mas o trabalho não permite. Com o olhar quase sempre posto nas horas e na entrada do café, chegam as 11h00 e nenhum muralha à vista. Foi então que decidi traçar um percurso e meter-me ao caminho…Sozinho! Saí então com a ideia de ir até à Penha e descer a pista de downhill. E assim, já no caminho, desci o Parque da Cidade até à rotunda do Campeão e comecei a subir em direcção à Penha. Com o auricular do tlm num ouvido e a ouvir a Rádio Comercial, mesmo que só, até que se ia subindo sem custar muito. Até que ao passar às últimas casas junto ao fim da pista de downhill começo a aperceber-me de uma respiração forte e permanente perto de mim… Estava a ser perseguido!!! Olho para trás e qual o meu espanto quando vejo que estou a ser acompanhado por um cachorro, “o Artista”. Com a educação “á lá muralha” (e sendo eu um amigalhaço dos animais) saúdo o Artista: “Bom dia, andas perdido ou vais fazer uma subida como eu?” Hehehe… Lá continuei e o Artista teimou em acompanhar-me, com alguma confiança já, metia-se á minha frente e ao meio da estrada causando embaraços aos automobilistas que passavam. Certo é que cheguei à Penha com o Artista ao meu lado. Depois de algum descanso começo a descida no meu ritmo, não muito depressa claro. Eis que quando chego ao ponto de atravessar a estrada para entrar de novo na pista, o Artista continuava a seguir-me! E penso eu: “Ou eu desço muito devagar ou o Artista é mesmo bom nas descidas” hehehe… Certo é que cheguei ao fim da pista e o Artista teimava em seguir-me. Foi na estrada então que, já a bom ritmo e mesmo vendo que ele tentava continuar atrás de mim, consegui despistá-lo. E depois desta volta cómica e de algum modo embaraçosa chego ao Galileu, os ponteiros do relógio apontavam já para as 12h15. Uma volta pequena e engraçada…E mesmo que sozinho, “acompanhado”!

Cumprimentos a todos os muralhas,

Domingo, 20 de Fevereiro 8.00, como não tínhamos saída o encontro foi já no famigerado Galileu para compor o físico, actualizar a conversa e partir para a volta domingueira no nosso Quintal. Parece que a chuva da semana passada, assim como a que ameaçava cair provocou um número considerável de ausências mas lá reunimos quorum (Belmiro, Gilberto, Miguel, Mike, PJ e eu). Lá aguardamos para ver se mais alguém aparecia, mas não havia maneira e lá arrancamos. Estava tudo a correr dentro da normalidade, quando ao entrarmos no circuito de monte um ramo empenou o meu drop out. Lá tivemos a primeira paragem forçada, mas graças aos conhecimentos mecânicos do Mike, lá arranjou forma de eu poder continuar (ainda que sem a velhinha que tanto me ajuda nas paredes mais acentuadas). Pensávamos nós que tudo estava resolvido, quando o azar bateu à porta do Belmiro que também teve problemas com pedaleira, mas mais uma vez a sapiência do Mike e tudo foi resolvido. Lá seguimos para a decida tão apetecida de Fareja mas eis que a bike do Belmiro dá mais uma vez sinais de dificuldades, rebentando um elo. Mas quem anda no grupo dos muralhas sabe que tudo se resolve, e o PJ lá montou o elo rápido e seguimos.
Ao chegarmos ao apeadeiro lá reagrupamos e seguimos para Cepães, com uma traseira de uma bike tão motivadora que todos os muralhas fizeram silencio e seguiram aquela roda traseira.
Em Cepães resolvemos subir pelo habitual trilho e a muito custo (que o diga o Belmiro…) lá fizemos a “parede” para regressar à ciclo via.
Chegados à pista lá retomados o percurso agora em direcção à Penha, já em Mesão Frio juntou-se a nós um dos mais ressentes recrutas o Miguel (3º), após o inicio da subida lá chegou a chuva que ameaçava, mas lá chegamos ao cimo para a tão desejada descida agora pela nova pista de downhill. A chuva era intensa e alguns Muralhas optaram mesmo por descer pela estrada e reagrupar no fim da pista. Finda a descida lá seguimos em direcção ao Galileu para o regresso a casa.

Olá Zé…. Xau Zé…

Domingo 13 de Fevereiro de 2011, 8:10. Começam a chegar os muralhas para uma volta que se previa molhada. Eu fui o primeiro a chegar, logo depois chega o muralhas mobile com o Belmiro, Gilberto e o Miguel. Faltava o sr. do GPS, e quando já lhe estávamos a por as orelhas a ferver, eis que aparece o Zé (deve ter mudado de religião, pensamos nós). Pouco depois chegou o Hugo e agrupados na pastelaria pusemos a conversa em dia. Á saída a religião do Zé falou mais alto e decidiu dar a volta (e voltar pra casa). Sem GPS ia ser mais difícil mas como estávamos no meu quintal arranjou-se um percurso diferente que nos levou até ao s.bento. Para começar 3km de estrada e depois era sempre em monte. Duas subidas durinhas e já estávamos no s.bento. Visita rapida ao miradouro onde começou a cair granizo. Após uma tentativa de descer a pista de downhill que estava em muito mau estado optamos por regressar praticamente pelo mesmo caminho. Já na escola velha de Tabuadelo, seguimos em direcção a Infias, onde após uma pequena subida o Gilberto me colocou na sua lista negra, onde já se encontra o Belmiro. Depois de nos cruzarmos com outros bttistas seguimos por um novo trilho que se revelou tão bom que voltamos para traz e fizemos outra vez. A chuva não dava tréguas e rumamos em direcção as viaturas para o regresso a casa. Foi uma volta tipo descafeinado, curta e não muito intensa.

 Abraços… É sempre um prazer pedalar convosco.

Filipe Marinho:
O Raid das Masseiras foi das provas mais bem organizadas que já participei (e não foram muitas :) ). Fantástico ser um percurso muito rolante sem grandes subidas ou descidas o que para alguém que estava parado à algum tempo veio a calhar.
Um dia fantástico de sol, temperatura amena, bom reforço alimentar (faltaram as mines para alguns). Dia muito agradável passado em boa companhia. Verdadeiramente voltar às origens uma vez que o aroma predominante durante toda a prova era cheiro a estrume….
Voltarei para o ano se deus quiser.

Zé Carlos:
Bom, excelente treino… não foi Jorge? :) gostei da não dificuldade do percurso, até que enfim um Raid que não nos “mói”. Algumas paisagens excelentes na zona de Fão e da Apúlia. Bom reforço, mas um reparo: Pataniscas sem mines???? Tá mal!!!!!! Não gostei dos vários monta/desmonta e das zonas mais “moles” da parte final quando já vamos fatigados. Fui o único a experimentar o banho da tropa :) … excelente. Organização Muralhas a rever… Estas coisas têm que ser com banho e morfes… mesmo para chegar cedo. Afinal em casa também temos de o fazer. Venha o próximo!!!!

Herculano:
Domingo pelas 07.45h começaram os Muralhas a concentrarem-se na sede, Gil (bem-vindo), Filipe Marinho (bem-vindo), Mike, Miguel, Paulo Marinho,Zé Carlos, Manuel, Belmiro e Moi Meme. Acomodadas as bikes, partimos com uma pit stop em Ronfe para o pequeno almoço. Chegamos ao local da concentração pelas 09.15H. Ás 09,30 em ponto é dada a partida a cerca de 800 participantes, logo nos primeiros 200 mteros da-se uma queda e um elemento parte o maxilar pelo que vai de ambulancia para o hospital local. Quando se dá o primeiro engarrafamento devido ao single track, ficamos (eu, Belmiro, Paulo Marinho, Gil e Miguel) em boa companhia, junto dos grelos, e que belos e frescos grelos, ainda nos deram umas lições de agricultura. Sempre na bela companhia até praticamente ao reforço, de destacar um belo repasto, assim como a boa organização da prova. Aqui dá-se a separação dos Muralhas, alguns elementos, Manuel e Mike seguem para os 30 Km, pois pretendem chegar a casa cedo, os restantes (da companhia dos grelos) seguem para os 50 Km. Neste segundo percurso havia uma combinação de lama com areais o que fazia com que as bikes e os ténis ficavam a pesar mais uns quilos, mas o percurso era de fácil acesso, apenas o monta e desmonta nas dunas complicava a prova. Chegamos ao final pelas 13,15h.

Belmiro:
A organização está de parabéns, estava tudo muito bem organizado, saída a horas, bom percurso (mesmo sem montanha) e bem sinalizado, reforço bom ( arrecadei barritas para a época toda). Vinho tinto e branco no último posto de controlo (o Gil não me deixou provar), o banho ao que parece era quentinho e muito engraçado. E para finalizar bebidas e uns legumes para fazer uma sopinha. Mas o mais agradável foi voltar a pedalar com o Gil e o Marinho mais Velho.

PJ Marinho:
Domingo, 6 de Fevereiro de 2011, pelas 7.45, lá começaram a aparecer os muralhas para mais uma conquista, O Raid das Masseiras…
Quero aproveitar para felicitar a organização pois foi das melhores provas que já participei, excelentes marcações, excelente reforço, excelente organização geral… PARABENS!!! Quanto à nossa prestação, tens razão Zé Carlos, foi um treino 5 estrelas, partimos quase do fim da grelha, fizemos 2/3 Km nas calmas e depois… hehehe :) sempre a botar calor, foi sempre a dizer li-Censa, …Censa, …Censa, …Censa… :) , tivemos um andamento impecável, sempre em conjunto, “Zé, … tás? …. e …. Jorge, tás?… – SIGA!!!… Já perto do reforço, houve alguém que irritado com o “Chico Espertismo” de alguns diz: “- Foda-se esquerda, esquerda em locais perigosos, em caminho rolante não andam… pró Caralho!!!”
Foi a minha primeira experiencia em terrenos de muita lama e muita areia, e ao que parece fiquei fã… a minha bina não me deixou ficar mal, foi sempre a botar calor.. Gostei, até a próxima!!
Nota: o vocabulário por mim utilizado não é calão, pois, o mesmo consta no dicionário do novo acordo Ortográfico…lol
foder
verbo transitivo
vulgarismo prejudicar; deixar em péssimo estado
verbo pronominal
vulgarismo prejudicar-se; ficar em péssimas condições;
vulgarismo foda-se! exclamação que exprime espanto, admiração, impaciência ou indignação
caralho
nome masculino
vulgarismo pénis;
caralho! exclamação que exprime espanto, admiração, impaciência ou indignação
(Do lat. *caraculu-, «pequena estaca»)

Miguel “Mike”:
Antes de mais, quero dar os parabéns á organização. Saída à hora marcada, percurso bem marcado e morfes com fartura. Confesso que estava à espera de uma volta tipo “passeio alegre” mas afinal revelou-se bastante melhor. Apesar do meu azar no inicio (2 furos) conseguimos (Mike e Miguel) recuperar o tempo perdido, tendo mesmo de abrandar o ritmo pois já estávamos a lutar para os primeiros lugares. Tirando alguns aromas mais desagradáveis, foi um passeio rolante muito agradável, de realçar que o percurso de 30km afinal era de 35km. Resumindo, um percurso que na minha opinião deverá voltar a ser feito a lá muralhada. p.s. O meu saco só tinha três cenouras.