Arquivo de Novembro, 2010

Sameiro…sem Sameiro

Domingo 28 de Novembro de 2010, já se previa uma manhã fria mas sem chuva, (pois a minha religião não me permite andar a chuva).  Os termómetros marcavam -2ºc mas mesmo assim vários muralhas responderam à ´chamada´ sendo eles: Gilberto, Miguel, PJ, Zé Carlos, Herculano, Paulo, Hugo, Belmiro, Vitor, Mike e os seus 2 amigos (peço desculpa mas não sei os nomes).

Fui o primeiro a chegar à Trigueirinha, logo depois foram chegando outros muralhas,apôs o aconchego do estômago e duas de conversa eu, o Jorge e o Miguel montamos nas nossas meninas e partimos em direcção ás Taipas o ponto de encontro onde ai se reuniu todo o grupo e deu-se iniçio ao percurso que seria em direcção ao Sameiro. - Seria, pois, não chegamos lá…..No decorrer do percurso já com algumas subidas técnicas chegamos ao quilómetro dez onde se efectuou uma pausa, para uns irem à já famosa mochila pela ´milésima´ vez (mais uma trinca), uns com a boca branca e outros com 3 bananas(cuidado com isso), O certo é que ninguem sabia o nome do local onde o novo acordo ortográfico já estava implantado (pagamento no ato). Esta paragem serviu para descomprimir mas logo partimos, em direcção a mais subidas e descidas técnicas, este percurso foi um dos mais técnicos. Pelo caminho encontrámos de tudo, bttista em contra-mão, cadeira de rodas, rotweiller e uma senhora muito simpática que nos ofereceu vinho e água ardente, (não muito obrigado). Com alguns enganos no percurso chegamos a Donim, onde saimos do nosso `habitat` natural (trilhos e monte) e fomos pela estrada até as Taipas, pelo meio o Herculano abandona o pelotão (que sorte). Realizamos nesta maratona 34km, não posso deixar de salientar a grande forma do Jorge que veio montado na sua menina até casa.

Boas pedaladas e dias de sol.

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Penha-S.Bento-Penha

Domingo 14 de Novembro de 2010, depois uma noite de autêntico vendaval, (levado de comboio para braga), a manhã revelou-se propícia para prática de btt. Para um percurso que alguém intitulou “dos duros” responderam 10 muralhas;Paulo, Belmiro, PJ Marinho, Zé Carlos, Tiago, Miguel, Manuel, Herculano, Carlos P, Mike. 8:00 da manhã, café Galileu começam a aparecer os bbtistas para o pequeno almoço. “o Zé ??????” , “esqueceu-se do capacete, foi busca-lo”…

Estômago aconchegado estava mais do que na hora de arrancar, e que arranque… subida da Penha por Mesão Frio “pra aquecer”. No cruzamento para Matamá  já estava pessoal a arfar. Reunido o grupo só faltava 1.5km para chegar a Penha. Depois de chegar á Penha, primeiro rebuçado, uma descida já conhecida quase até as águas da Penha com uma queda aparatosa (minha) “raios partam os paus no caminho” e um desvio que iria dar ao penedo alto na Abação, de realçar mais uma queda (em camera lenta) desta vez do Herculano. Grupo reunido foi sempre a rolar ate S.Simão para a segunda subida do dia em direçao ao S.Bento até ao caminho que fez parte da rota do bolinhol. O inicio do trilho estava muito bravo mas depois amansou, proporcionando boas decidas, algumas mais técnicas mas agradáveis. Meios perdidos fomos dar a uma propriedade privada mas com a boa educação que nos caracteriza atravessamo-la sem atritos lol…

Nova subida até ao S.Bento com paragem pelo meio para o reforço (o Miguel já tinha a mochila dos mantimentos a meio, os bolinhos estavam no fundo). O Carlos já se queixava dos músculos (2 meses parado, wellcome back). Feita a vontade ao estômago era sempre a subir, ver o desfile dos clássicos e descer de novo até S.Simão e seguir a bom ritmo até ao cruzamento na Fornalha onde abrandamos o ritmo pois era tempo de subir de novo. Por falar em novo, novo trilho “no meu quintal” e saímos na estrada nacional a seguir a “malota” da Lapinha. Chegados á Penha e depois da habitual foto de grupo, o rebuçado mais doce, uma estreia para a maior parte do grupo na pista de DH onde quase fomos atropelados por um “downhiller”. O relógio não pára, estava na hora de votar ao ponto de encontro. Tempo ainda para cumprimentar um muralha que tem faltado aos (nossos) treinos. Sprint até ao galileu, até para a semana …. Divirtam-se.

(em relação a bichezas e afins, felizmente nada a comentar)

Pilar… E os bluffs.

Domingo, 7 de Novembro de 2010. O dia começou com alguma chuva, mas nada que impedisse 9 muralhas (Miguel, PJ Marinho, Mike, Vítor, Paulo, Belmiro, Tiago, Zé Carlos e Gil) de comparecerem para a volta previamente marcada, de seu nome: Pilar.

Não! Não tem nada a ver com “bananas”, nem com “eu gosto delas mais grossas” , ou mesmo com “queres que te meta?”.  Nada disso! Pilar é um lugar da freguesia de Monte Córdova, no concelho de Santo Tirso. Ponto de encontro marcado no Galileu as 7.30, bicicletas distrubuídas nas carrinhas e fizemos-nos à estrada, apanhando o Tiago e o Zé Carlos pelo caminho, rumo a Santo Tirso.
Estacionamos as carrinhas no local onde seria a partida e aproveitamos para tomar o pequeno almoço no café em frente, onde fomos atendidos por uma senhora que, para nosso espanto, parecia ter decorado o pedido de todos os muralhas. (o Gil contratava-a para o supermercado se ela o conseguísse fazer), mas afinal não passou de um bluff. Pequeno almoço tomado, conversa posta em dia e lá começamos a pedalar. Subidas, mais subidas, subidas a pique, cascalho, “pedras verdes”, pistas de DH, regos, tubos, caminhos que outrora existiram, penedos monumentais e sobretudo poucas descidas, lá seguimos nós pelo dito Pilar. Sería aquela coisa em cima dum penedo que o Zé Carlos disse que “sinalizava o ponto mais alto e que por isso já não subíamos mais” ? Boa pergunta! Mas era apenas mais um bluff, ou talvez um erro na leitura do GPS.

As subidas continuaram e por volta do Km 22, enquanto nos preparavamos para tirar a foto de família, aparece-nos não sei vindo de onde, um cão cheio de fome que nos deixou pena e lhe demos os alimentos que tinhamos e que ele simplesmente os engoliu inteiros! (Tiago, se não tens reflexos ele mamava-te a mão e tudo!!). Duas barras de cereais, meia sande de queijo e meia banana (era esquisito e não a comeu) deram-lhe energia sufuciente para nos acompanhar durante boa parte do percurso onde só o conseguímos despistar numa descida (sim uma descida!) onde os conta quilómetros marcavam mais de 50 Km/h, que nos ligava à estrada nacional, onde fizemos o sprint final até às carrinhas e terminamos a volta. Tempo ainda para alguns comprarem os cacetes (senão iam ter problemas com as esposas) e estava na horinha de voltarmos pra casa…

Resumo: 2 furos, 3 (?) quedas ligeiras e muita diversão!
Até domingo.

Quintal Pós-Tempestade

Depois da valente tempestade que me fez ficar em casa todo o fim de semana, decidi acreditar nas previsões e fazer-me ao caminho rumo ao Galileu.

Eram 8 e nem um muralha para me fazer companhia, comecei a temer o pior. Enquanto monto a minha bike eis que surgem Gilberto e Hugo nesta agradável manhã que se fazia sentir, pequeno almoço tomado, mais ninguém aparecia, toca a pedalar que era para isso que ali estávamos, seriam cerca das 9 da manhã. Ritmo inicial bem descontraído, enquanto se iam dando duas de treta para aquecer na ciclovia. Primeira viragem para o monte e eis que encontramos um grupo de BTT também em passeio pelos mesmo trilhos facilmente ultrapassados pelos Muralhas, o que não deixou muito contentes alguns elementos desse grupo. Tudo correu bem no resto do percurso, sem quedas, apenas algumas duvidas em qual seria a descida que o Herculano nos havia mostrado na ultima vez que por lá passamos, entrada na ciclovia e rolar até Cepães para comer algo e esticar as pernas  ( Sim, já aprendi a minha lição).

Partimos então em direcção à descida favorita do Gilberto, mas para lá chegar é precisar subir e bem, com o Hugo a ter algumas dificuldades mecânicas na sua menina que atrapalharam bastante a escalada, mas nada que não fosse possivel resolver. Chegada então à menina dos olhos do Gilberto, lá foi ele à frente a um ritmo muito forte, menos na parte rochosa onde o homem parece que vê o Diabo :)   Continuação do percurso até à minha estreia na já famosa parede que nos leva de volta à ciclovia, na ultima parte não aguentei mais e tive de desmontar, o que me levou a pensar que mais uma vez não me tinha alimentado convenientemente, puro engano. A alimentação foi suficiente, ainda não tinha era processado a mesma lol. Assim que iniciamos a subida na ciclovia comecei a sentir os efeitos do dopping e não tive mais dificuldades até ao final da volta, assim vale a pena! Subida pela ciclovia até Paçô Vieira a um ritmo considerável imposto pelo Hugo e viragem para a subida à Penha onde levava alguma expectativa para fazer a pista de DH utilizada na prova no dia anterior.  Pequena paragem após a primeira parede em parelelo para se proferir alguns insultos a quem arquitectou tal subida e continuação de ritmo forte até ao cimo da Penha.

Já na Penha um pequeno abastecimento de Coca- Cola para ajudar a descer e toca a procurar onde tinham iniciado a pista no dia anterior. Desilusão total, o estado da pista era impraticável e decidimos seguir pela descida mais conhecida dos Muralhas e assim foi, ainda me consegui perder dos outros 2 Muralhas, mas nada de preocupante. Seguimos grande parte da descida pela pista “não tão velha” que estava espectacular onde só tivemos um pequeno susto provocado por uma ave gigante que quase me atropelava ao sair disparada da vegetação! Decidi tentar voltar à pista de DH do dia anterior para ver se as condições estavam melhores, mas não. Não havia praticamente trajectória possivel e a diversão foi praticamente nula até à chegada às águas. Eram então já quase 12:30, hora ideal para regressar ao Galileu e às nossas casas a tempo e horas de evitar os rolos da massa.

Uma muito boa manhã de btt foi o que quase todos perderam! 40,4 KM Percorridos 3:23 Duração

É mesmo necessário gostar muito da prática de BTT para desafiar os fortes ventos e chuva intensa que se fez sentir no passado domingo 31 de Outubro. Pelas 08,00h compareceram na Trigueirinha o Paulo Vieira e o Miguel. Pelas 08,15H o meu telemovel desperta, pelas 08,20 liga-me o Paulo: -Então não vens, estás com medo da chuva? Não, mas é claro que vou. – Então já são 08,20.diz o Paulo, o quê?? quando??? onde???? mas…. caral….o do telemovel acertou-se automaticamente e eu havia-o acertado antes de me deitar. – Ok dá-me 10 minutos que estou já aí. E assim pelas 08,40 estavamos a sair da Trigueirinha em direcção ao Trilhos do Berço, com uma chuva miudínha, mas confiantes que o tempo iria mudar.

Os primeiros 5 km até deixou de chover e cheguei a ter calor, contudo quando começou a chover foi com tal intensidade que de nada valiam os impermeaveis e as meias, pois a água era mais que muita que chegou mesmo ao osso. Como se não bastasse a chuva, o vento tambem aumentou de intensidade chegando a enrregelar nas descidas, até suplicava por uma subida longa e ingreme para aquecer. Apesar de tudo o piso estava em boas condições, tirando os enormes lagos que se formavam nas zonas baixas. Chegados a Fafe, já não havia vontade para subir a Penha pois estavamos encharcados e com frio, pelo que demos por terminada a volta e fomos para o tão desejado banho de água quente.