Arquivo de Outubro, 2010

Jales – O regresso

Antes de começar o relato desta aventura não posso deixar passar uma afirmação de alguma gravidade proferida no decorrer do passeio, e passo a citar:
“Trabalho melhor de costas, que tu de frente!”
Meus caros cuidado… :)
O relógio marcava 6:50 quando o Belmiro passou por minha casa no muralhasmobile, breve desvio pela BP onde já se encontravam o Gilberto e o Vítor e arrancamos em direcção à Trigueirinha, onde já estavam o Miguel, o PJ Marinho e o Zé Carlos.
Entre a conversa lá tomamos o pequeno-almoço e depois de organizados rumamos para Vila Pouca de Aguiar.
A viagem foi feita em plena cavaqueira tendo havido tempo para uma demonstração de street racing, a qual a muralhasmobile demonstrou estar à altura do desafio :) . Chegados a Vila Pouca de Aguiar breve compasso de espera pelo Tiago e seguimos para Jales – ponto de partida desta aventura.
Chegados a Jales, enquanto organizávamos a saída e nos queixávamos do frio – aquela zona é fresquinha, lol – o Belmiro passava a zona a pente fino em busca de castanhas (Belmiro não te esqueças que estou convidado para o magusto :) ).
O relógio já passava das 9:00 quando demos início à volta, os primeiros km´s foram ultrapassados facilmente, a paisagem era de uma beleza inquestionável pena os incêndios terem destruído a vegetação.
Se a primeira parte não custou relativamente nada a atravessar o mesmo não se pode dizer da segunda. A partir do km 22 a minha falta de treino veio ao de cima e comecei a ressentir-me do esforço, foi valendo o apoio psicológico do Gilberto nas subidas. E que subidas, aquela antes das minas matou-me.
Não convêm ainda esquecer o apoio do Belmiro que como já conhecia o percurso foi ajudando a identificar as subidas e descidas, não foi Belmiro? Aqueles 6 km´s a descer passaram num ápice nem tive tempo de mudar a bicla de 1/1…LOL
Outro dos muralhas que compreendeu o meu desespero foi o Tiago, nos últimos km´s do percurso a fome era tanta que já salivava a pensar em comida – Tiago para a próxima não te esqueças de levar a marmita com a
os bolinhos de bacalhau… :)
Uns com mais, outros com menos e outros sem nenhuma dificuldade :) lá chegaram ao fim do percurso.
Enfim, uma volta de convívio à Muralhas – devo confessar que já tinha saudades :) .
Chegados às viaturas, uns decidiram ficar em Jales para almoçar uns franguinhos de churrasco (nas fotos tinham bom aspecto…LOL) foi pena eu e o PJ não podemos ficar para o almoço,

Até à próxima


1361

Não, não é uma data histórica, é a altitude máxima do desafio colocado aos Muralhas Belmiro, Gilberto, PJ Marinho, Miguel “chama-me Mike” e um amigo deste último também de nome Miguel.
Morfes na Trigueirinha, 6 bikes dentro do muralhasmobile e toca a zarpar em direcção ao Lindoso para o desafio da Serra Amarela e os tais 1361 metros de altitude. Conversa animada pelo caminho apesar das poucas horas de sono lá chegamos ao Lindoso onde o muralhasmobile ficou estacionado junto ao castelo. Primeiras pedaladas, primeira inclinação e eis que ao longe se avista o nosso destino. Como que penduradas no céu algo que se assemelha a umas antenas. Só faltavam subir cerca de 15 kms até junto delas e cerca de 1000 metros de inclinação ascendente para vencer. Para quem conhece a subida da Rota das Sombras e a sua inclinação, esta subida tem como pontos mais “fáceis” a inclinação média dessa subida. Tudo o resto é mais inclinado, embora os primeiros kms fossem vencidos a mais de 10kms/hora. Uns 2 kms acima começava a vista deslumbrante sobre a barragem do Lindoso. Depois o estradão vai para o centro da montanha e perde-se a barragem de vista. Refúgios para os aventureiros do inverno que por lá passam, muitas fontes e eis que cerca dos 9 kms, após uma curva, surge novamente uma vista fantástica sobre a barragem lá ao fundo ao mesmo tempo que olhando para trás se vê o trilho já percorrido, e, o ânimo que representa pensar que metade dele vai ser feito novamente… no sentido descendente!!!
Aqui já com duas paragens para recuperar, tirar impermeáveis, abastecer água, o grupo divide-se em 2. Os mais afoitos Belmiro, PJ Marinho e o Miguel lá foram serra acima enquanto eu e o Miguel “chama-me Mike” íamos dando moral ao Gilberto… Pensa na descida!!! Isto obviamente com as antenas sempre em linha de vista e o céu cada vez mais perto.
Durante cerca de 1 kms a inclinação dá uma folga o que serve para descansar as pernas e recuperar a respiração para o que faltava… e se faltava… Os últimos 1200 metros são algo surreal. Surge após uma curva uma ligeira descida e depois um morro que faz lembrar o Corcovado ou o Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. Faltavam os duríssimos metros finais até ao topo da Louriça também conhecida por emissor do Muro… e que muro!!!
Depois veio a descida, primeiro cerca de 6 kms pelo mesmo caminho com os velocímetros a acusarem velocidades bem acima dos 40 kms/hora, depois desviando à esquerda para a descida em direcção à Eremida. Desta vez resolvemos fazer a versão mais curta sem chegar à Eremida cortando mais cedo em direcção à estrada nacional P. Barca – Lindoso. Esta descida tem de tudo, zonas rápidas, técnicas, cavalos selvagens, bois e vacas, cabras, abrigos de pastores, santuários no meio do nada, pontes sobre rio nenhum e até uma cancela para não deixar fugir os animais do monte… se é que algum dia eles chegaram lá abaixo.
Foi uma delicia fazer esta descida embora tenha custado uns arranhões e um telemóvel devido a uma quedazita em cima de uma pedra. No final da descida mesmo no entroncamento com a estrada nacional eis que o Belmiro vê a vida passar-lhe toda à frente dos olhos… de um lado da estrada um boi com uns cornos de meio metro… cada… do outro um carro… e ele a mais de 40 kms/hora e quase sem travões (por isso ia na dianteira)!!! Por sorte o boi assustou-se e fugiu para o monte o que permitiu ao Belmiro passar…
Depois foi rolar por estrada até ao muralhasmobile e morfar qualquer coisa no café Mó onde Portugal é outro… Hora então de regressar a Guimarães e descansar para o dia seguinte onde o desafio era Jales… Mas aí quem conta a história é o Gil…

Data:17-10-2010
Percurso: 36Km
Dificuldade: Média
Local: Vieira do Minho

Parabéns à Organização, bom percurso , boas subidas e boas descidas, paisagens lindíssimas, reforço 5 estrelas e Museu interessante, excelente mecânico, tudo GRÁTIS.
O Miguel lançou o desafio, que foi aceite por um bom número de muralhas, a saber: Belmiro, Vitor, Paulo Marinho, Gilberto, Filipe Marinho, Miguel, Zé Carlos, Tiago, Herculano, Miguel Mendes, e o Rookie Carlos Couto a quem eu dou as boas vindas em nome dos Muralhas.
Encontramo-nos na Trigueirinha como é habitual quando temos de sair mais cedo e o destino é para os lados do Gerês, as excepções foram o Filipe que enganado foi parar ao Galileu, o Gilberto que ficou a dormir mais meia hora no trabalho…LOL…, o Vitor que foi acordar o Gilberto ao Trabalho…LOL…, o Carlos que teve um imprevisto e não pode comparecer e o Herculano que mora a caminho e ficou em casa à nossa espera.
Pequeno almoço tomado, conversa em dia, bicicletas nos carros fizemo-nos ao caminho, de referir que o Herculano ia ficando pelo caminho (culpa do Zé Carlos, claro) LOL….
A viagem foi feita a grande ritmo (o gajo que ia na frente da caravana chegou mesmo a passar os 70Km/hora) LOL…. Fomos os primeiros a chegar eram 8.30 e quando fomos levantar os dorsais só se encontravam elementos da organização. O Vitor e o Gilberto chegaram entretanto.
O início da prova estava previsto para as 9 horas, mas como é habitual há sempre quem não tenha respeito pelos outros e chegam sempre atrasados, as organizações tem que começar as castigar estes indivíduos, basta começar os passeios à hora marcada.
Neste tempo de espera alguns Muralhas iam contando histórias, (algumas não totalmente verdadeiras) como uma que o Zé Carlos contava de uma rapariga grande e gorda a passar pelo Belmiro em Idanha, é falso!!! a verdade é que a miúda era linda e atlética e deixei-a passar para poder admira-la LOL…
Início de passeio sem grandes dificuldades a causar alguns engarrafamentos para quem rolava mais atrás.
Por volta do Km 9 o Gilberto numa trialeira empenou o desviador, minimizamos o problema e seguimos, mais à frente o Tiago meteu conversa com um indivíduo que conhecia o mecânico da organização, este viria a resolver o problema com muita eficiência bem melhor que os gajos da f…b….LOL.
Segue-se uma subida muito boa e comprida que deu para recuperar alguns lugares, na descida passo pelo Herculano que estava a tentar tirar um eucalipto do trilho “é para tu poderes passar Belmiro…”, obrigado Herculano pela simpatia, o Miguel ia tirando umas fotografias, continuando a descer encontramos o Carlos Couto, estava um bocado indisposto do estômago, nada que um chocolate e a receita do Gilberto não resolve-se.
Na subida para o Museu aparece o Filipe, o Zé Carlos e um terceiro Betetista que não me recordo quem era (peço desculpa) , o Zé estava f… com os gajo da f…b… pois tinha ficado sem os travões da frente.
Enfim o reforço e a visita ao Museu, vamos por partes.
Reforço: Pão-de-Ló, Marmelada, bolos, bananas, barritas de cereais, sumos, vinho do Porto, Moscatel, Café, esplanada e o Gil ficou em casa LOL…. GRÁTIS.
Museu: Bastante interessante, belas Máquinas tudo num edifício muito bonito.
Estavam feitos 17Km, os últimos 19 km foram sempre a dar “gás”, com poucas subidas e quando estas apareciam eram pequenas.
Espectacular a descida junto á Barragem do Ermal, mais à frente nova descida excelente, que viria a dividir o pelotão em vários grupos.
Num cruzamento já perto da chegada, eu, o Zé e o Gilberto perdemos o rasto do pessoal da frente e fomos obrigados a optar por um caminho. Acabámos por ser os primeiros a chegar a Vieira do Minho, 10 minutos depois chega o grupo com o primeiro guia, cerca de 15 elementos. Cerca de 10 minutos depois chega o 2º grupo onde estavam os restantes Muralhas, não estavam muito contentes pois o guia ao que parece não sabia bem o caminho.
Tinham chegado cerca de 35 dos 90 participantes quando arrumamos as bikes e voltamos para casa.
No geral o passeio agradou a todos.
Boas pedaladas e sejam felizes.

Domingo,10-10-10… bonita data sim senhor, vou a caminho do já famoso Galileu e encontro o Vitor que me diz que hoje ia pedalar com os Muralhas.
Chegados ao galileu já lá estavam: Zé Carlos, Tiago, Paulo Vieira, Herculano, Miguel, PJ Marinho, Manuel e um outro Miguel. Passados uns minutos chegou o Hugo, conversa daqui conversa dali e pergunto eu: – o Belmiro onde está? resposta pronta do Zé Carlos: – foi levar a carrinha a casa… (malandro) entretanto chega o Belmiro e lá começamos a volta pelo nosso quintal. Chegados a Paço Vieira diz o Zé Carlos: – hoje só há mines para quem fizer a volta completa, com o tempo a ameaçar chuva – o que felizmente não se confirmou – lá fomos monte acima monte abaixo até ao apeadeiro de Cepães para mais uns cafés umas colas e mais dois dedos de conversa.
Feita aquela excelente descida até Jugueiros, de seguida subida até à pista em direcção a Paço Vieira para a subida à Penha. A meio da subida o Tiago e o Zé Carlos param e dizem que vão directos para o Galileu, (malandros) que esperam lá por nós. O resto da Muralhada continua até ao cimo da Penha, para a apetitosa descida. O Belmiro engana-se duas vezes (malandro), retomado o caminho com algum atraso meu, a surpresa e que grande surpresa, estava reservada mais adiante, antes da última descida para a estrada das Águas da Penha, estavam todos à minha espera Zé Carlos e Tiago incluídos. Havia bolo, champanhe, mines, velas, foguetes e tudo mais… ali cantaram-me os parabéns. MUITO OBRIGADO A TODOS EM ESPECIAL AO BELMIRO.
Terminada a festa lá fizemos a descida em direcção ao galileu com muita alegria.
PS: As boas vindas ao “outro” Miguel e ao Vitor que mostraram estarem à altura da Muralhada.
UM BEM HAJA A TODOS E SEJAM MUITO FELIZES UM ABRAÇO PARA TODOS,
GILBERTO.