Arquivo de Setembro, 2010

Diver Lanhoso

Domingo, 26 de Setembro pelas 07,50H, sete muralhas responderam á chamada e compareceram no famigerado Galileu: Herculano, Paulo Vieira, Paulo Marinho, Filipe, Gilberto, Hugo e Miguel. Efectuada a distribuição das bikes pelos veiculos seguimos para S.Torcato onde efectuamos uma pequena paragem para aconchegar o estômago. Depois da cavaqueira habitual seguimos até Porto D´Ave onde nos esperava o corajoso do Belmiro, que tinha ido de bike até lá. Deixamos os veiculos, montamos as bikes e seguimos em direcção á montanha. Os primeiros 5 km, já nossos conhecidos, não mostram dificuldade, contudo não podemos dizer o mesmo dos 7 km seguintes, pois eram sempre a subir, e que subidas……., de deixar com o coração na boca,pois quem marcava o ritmo era o Belmiro que nunca acusou cansaço dos 20 km até Porto D´Ave, logo em caso de dúvida, nunca seguir o Belmiro. Deixo aqui os meus parabens ao estreante Miguel que foi o único Muralha capaz de subir uma antêntica parede, isto depois de ter subido cerca de 4 km, contudo nas subidas finais já se lhe tinha acabado a Fanta, pelo que chegou com a bike á mão.

Chegados ao cruzamento com o nosso trilho habitual do Ermal, fizemos cerca de 1km em sentido inverso, havendo ainda tempo para um desvio para alcançar o marco geodésico onde tiramos umas fotos, mas fomos impedidos de permanecer no local devido ao vento gelado. Atingido o topo da montanha era dar inicio ás descidas, devo dizer que não tenho palavras para descrever aqueles 2 ou 3 km de descidas, single tracks, saltos, pontes, locais técnicos, outros fáceis, pedras, simplesmente faaabbbuuulllooosoo. Todas aquelas descidas valeram cada pedalada para subir.Tão bom que quando terminei pedi para repetir, (e voces sabem o quanto me custa subir o estradão do Diver Lanhoso), mas ninguém me deu ouvidos. Fomos a recepção do Diver Lanhoso pedir permissão para entrar no parque, logo nos foi concedida após mencionar o nome do Sr.José. Aqui tem uma pista com cerca de 6 km de dificuldade baixa, contudo com uma paisagem de encher o olho, tivemos ainda oportunidade de ver o slide super-homem e inumeras actividades que nos levam a querer lá passar um dia inteiro.

Fica para a próxima, pois não havia tempo para mais, era hora de regressar a casa, assim seguimos pela estrada até encontramos o trilho que nos levaria de regresso aos carros. Desta vez já com a companhia do Belmiro, não é que não tivesse vontade de regressar montado na sua Kona….  mas era já hora de almoço.

Trilhos de Fafe

3ª Norma – Muralhas
“Tirar AZIMUTES só em último recurso”.

Já tínhamos uma norma de segurança, uma de bom senso e agora passamos a ter uma de orientação.
Manhã fresquinha a deste Domingo 19 de Setembro, principalmente para mim que optei por fazer o trajecto Guimarães-Fafe de bicicleta, o resto dos Muralhas vieram nos seus veículos automóveis. As férias já lá vão e o número de batetistas aumenta, e ainda bem pois assim dá muito mais gosto .
Quando o Zé Carlos chegou para o pequeno almoço, já tinha terminado a “cavacada”. Exacto “cavacada” senão vejam, era cavaca c/café, cavaca c/água, cavaca c/sumo, cavaca simples e também cavaca dupla para o Paulo Jorge e o Manel que gostaram tanto que repetiram às escondidas…lol…(cuidado com o colesterol).
Com a manhã a aquecer lá partimos em direcção ao Parque Industrial do Socorro para depois mais á frente entrar no monte.
Mal entramos no monte dá-se logo os primeiros percalços, dois Muralhas esquecem-se que utilizam pedais de encaixe e na mesma subida!!!!! separados por 10mt e em simultâneo foram ao “tapete”, valeu a pouca velocidade e foi só deixa-se cair. De seguida o rebuçado do dia, uma descida rápida algo longa e com 2 ou 3 pontos mais técnicos.
Nova subida e novo percalço, o estreante Tiago (bem vindo ao grupo) tem um furo, o Herculano dá de imediato a assistência necessária com a ajuda do Zé e do Manel, o resto dos Muralhas observam de longe enquanto eu vou tirando umas fotos.
Mais á frente paragem para reagrupar e ganhar folgo para a “parede” que se seguia (de realçar que afinal a Santa Fé do Carlos sempre sobe). Seguia-se uma descida e nova subida complicada em estradão com cerca de 3Km até ás torres eólicas, mas resolvemos seguir um trilho desconhecido que rapidamente acabou. Então tiramos um AZIMUTE para uma torre eólica que distava mais ou menos 200mt, para assim interceptar de novo o trilho correcto já no fim do estradão. Bicicletas as costas e lá nos aventuramos pelo meio do mato, este troço demorou uma eternidade a fazer, muito suor pela dureza da subida e pernas todas arranhadas mas mesmo assim o pessoal estava com um sorriso no rosto (acho que todos gostaram..lol…). E assim foi criada a 3ª regra dos Muralhas.
Já mas torres eólicas novo furo na bicicleta do Tiago (era dia de azar), desta vez foi o Miguel mais o Gilberto que deram uma mão na reparação do furo. Chegamos estão á aldeia de Vila Pouca, o Gilberto é o primeiro a aproveitar a existência de um café para fazer o abastecimento líquido, gesto repetido por alguns Muralhas é que sabe sempre muito bem umas minis e umas coca colas. De seguida retomamos os trilhos em direcção ás Lameiras com o Paulo Vieira a impor o ritmo.
Porque já era um pouco tarde decidimos fazer a descida para Fafe pela estrada, e até valeu bem a pena com a Muralhada a rolar entre os 60/70Km hora, a descida pelo monte fica para uma próxima oportunidade.
Amigos boas pedaladas e sejam felizes.
AHHHH!!!! Normas dos Muralhas:
- 1ª Uso obrigatório de capacete.
- 2ª Não seguir o Belmiro.
- 3ª Tirar Azimutes só em último recurso.

Data: Domingo 12/09/2010
Hora: 07:45
Local: Galileu
Aventura Planeada: Porto d’Ave – Ermal e volta

Ainda não chegou mais ninguém? Dizem os irmãos Marinho um para o outro. Parece que não. Sabes como é na volta das férias… Mas ainda não tinham acabado a conversa e já aparecia o Belmiro e a sua carrinha. Eram já 07:50 quando aparece o Carlos mais a sua nova SANTA FÉ e já com os bofes de fora. Esperem que eu também vou. Cumprimos ainda um Pit Stop em S. Torcato pelas 08:00 para o pequeno-almoço e também a ver se o Manuel aparecia (é que eu nunca tive oportunidade de apreciar a hospitalidade do Manuel). Talvez para a próxima. Seguimos viagem para Porto d’Ave. Logo aqui o primeiro problema. É que a SANTA SÉ do Carlos e a Kona do Belmiro “enrolaram-se” pelo caminho. Parece que todas se querem “enrolar” com a do Belmiro… Deixamos as viaturas no sítio do costume e começamos a pedalar tais 4 mosqueteiros numa bela manhã de sol. Ainda não tínhamos pedalado um quilometro quando somos abordados por um companheiro de estrada, senhor dos seus cinquenta anos aproximadamente e que nos pergunta qual o trajecto e se pretendemos conhecer novos trilhos. Este senhor de seu nome José Araújo, é da zona e conhecedor da flora e fauna locais (e dos trilhos).

Assim fizemos. Iniciamos pelo trilho habitual mas cedo seguimos por uma alternativa que nos levou a um local (depois de subir como ….) onde interceptamos o n/ trilho. Fizemos então parte do n/ trilho em sentido contrário já no sentido Ermal-DiverLanhoso. Trilhos bonitos, no topo da montanha, bastante sinuosos num dia lindo para pedalar. Ao fim de uns quantos quilómetros, aparece a surpresa do dia. Estamos no topo da montanha e no início de uma pista de Downhill, desenhada e construída pelo nosso companheiro José. Foi mundial. Dois quilómetros de descida, em single track, com pedras, saltos, pontes, descidas a pique e tudo mais que possam imaginar. Para os mais tecnicistas é o paraíso (os senhores das GENIUS nem sabem o que perderam). No final desta pista e já muito satisfeitos com o que tínhamos tido, vem ainda uma segunda pista de XC, esta já dentro do DiverLanhoso e também com aproximadamente seis quilómetros de extensão. A pista é deslumbrante e com vegetação muito variada. De salientar que todo o percurso é feito num raio máximo de 1 quilometro do centro do parque.

Tivemos ainda tempo para uma cola fresquinha no restaurante e para trocar contactos com este novo amigo. De notar que o senhor José se disponibilizou para acompanhar-nos em novos passeios ou aventuras a desenrolar nesta zona. De seguida rolamos de volta até Porto d’Ave pelo mesmo trilho que tínhamos utilizado no início. Foram aproximadamente 30 quilómetros e não falo da dureza dos mesmos para não ter que expor as minhas misérias…
Até à próxima.

Quintal no Regresso de Férias

Domingo, 5 de Setembro de 2010
Distancia: 40 e tal Km
Altimetria: Muito alta
Acumulado: De dores nas Pernas da ferrugem… :)
Tribo: está mais a baixo….

8 da madrugada, lá começaram a aparecer no habitual ponto de encontro (Galileu – “Vamos ter de pensar em cobrar a Publicidade ao Galileu… :) “) os muralhas para mais uma volta Domingueira, Moi meme, Manel, Carlos, Paulo Vieira, Belmiro e Gilberto. Estávamos e recompor os estomago, quando surge a conversa do dia:
- ” Ei, o Carlos vi a tua bike no Custo Justo…” Diz o Manel.
Diz o Carlos: ” ja foi… e por 75€…”
E assim houve conversa para toda a volta… prós e contras de quem comprou e veio buscar a famosa bike e os louros pra quem conseguiu fechar negócio…. “botem os olhitos…” Acho que deveriamos nomear o Carlos como director comercial dos Muralhas… Bem, conversa a parte, lá acabamos o pequeno almoço e la partimos em direcção ao nosso quintal.
Estava uma manha fria, até ja tinha saudades, bastante humidade no ar e no solo, o que proporcionou uma volta magnifica aumentando as velocidades médias sem grandes dificuldades tecnicas, mesmo nos trilhos mais sinuosos… tal era a sensação de segurança que o carlos até tentou descer a trialeira do apeadeiro(com ajuda tecnica do belmiro)… lol vontade teve, mas a verdade é que não era possivel…

Foi então que rumamos à segunda parte do nosso quintal mas com algumas alterações, logo a seguir ao apeadeiro atendendo a uma sugestão do Manel, la descemos o monte em direcção à estrada, bom trilho apenas com 3 pedritas manhosas… mas nada que um Muralha não consiga fazer…. de seguida rumamos novamente à ciclovia onde fomos brindados com um plutão de atletas muito bem vestidos(fato e gravata…lol… :) )
 Fazendo a segunda parte do nosso quintar a partir do café, la seguimos por um novo caminho desta vez sugerido pelo Belmiro… bem…, ficamos na dúvida se deveriamos seguir… mas estavamos inspirados e lá o seguimos, na verdade até que nem foi mau, julgo que até mais fácil que o habitualmente utilizado. Na descida até jugeiros, aqui sim, foi dar broa… tanto é que o Belmiro de tanto gazzzz que levava até se enganou no caminho… o único problema era a poeira que nesta parte do terreno se fazia sentir… mas mesmo assim conseguimos velocidades muito acima da média… :)
De seguida, la retomamos a ciclovia em direcção a Paço-a-Vieira para retomar a tradição e subir para depois disfrutar do rebuçado…. a nossa querida penha, via aguas da penha. O terreno estava mesmo “Mundial”….
Obrigado aos presentes pela companhia, aos ausentes aguardamos o vosso regresso.
Até domingo
PJ Marinho