Arquivo de Agosto, 2010

Trilhos de Vizela

Oito horas, no local marcado sem atrasos, apareceram quatro Muralhas, comigo cinco. Boa disposição a alguma expectativa. Atravessamos o túnel da via-férrea em direcção á pastelaria (Pávico de Covas) para aconchegar o café da manhã. Eu já tinha roído (em casa) três pães com manteiga e uma malga cheia de leite com café, não consigo acordar bem sem cafezinho ao sair da cama.
Começamos com o aquecimento, em estrada, na direcção de Vizela. Seguiu-se o trilho, que já era conhecido dos Muralhas de à uns tempos atrás, da rota do bolinhol. Na primeira parte os trilhos estavam muito fechados por mato e silvas. Valeu-nos o Zé Carlos, que desbravou o caminho com ajuda da sua bike, que parecia uma verdadeira catana.
Na parte da subida à Sra. dos Montes o trilho está um bocado alagado, mas é mesmo assim. O pessoal já suava, e às vezes por falta tracção tínhamos de desmontar. Com o tempo seco o piso tem muitas areias soltas, isso também se reflectiu nas descidas, não dá para arriscar tanto. Que o diga o Herculano que numa derrapagem lá arranhou mais um bocado do carbono. Ai se fosse o Gil…!
Foram 27 Km muito agradáveis. Soube bem, que isto de ir de férias sem pedalar já estava a ser aborrecido.

Carlos Freitas

Quintal em tempo de férias

Domingo pelas 08.00h, café Galileu, período de férias, apenas 2 Muralhas compareceram para dar as boas vindas ao novo elemento, o Miguel. Assim pelas 08.00h apenas o Herculano e o Carlos compareceram no Galileu, um novo elemento compareceu pois já era seguidor do nosso site desde a Rota das Taipas, e havia enviado um post para se juntar a Muralhada pelo que lhe foi facultado o local de encontro e hora habitual. Aproveito para felicitar o Carlos pela nova aquisição (bem que precisava) uma Santa Cruz que provou estar á altura.

Após o habitual pequeno almoço, numa manhã fresca, optima para a prática de BTT, seguimos em direcção á ciclovia para o circuito habitual até Cepães, devo dizer que o piso estava melhor que a ultima vez, contudo a paisagem era desoladora até mesmo assustadora, pois onde antes se avistava verde, agora era cinza e preto por todo lado, chegando em alguns locais a ser dificil respirar. Todo queimado em qualquer direcção que se olhasse.

Chegados a Cepães apenas uma pequena pausa e seguimos o trilho novo até á auto-estrada e de novo até á ciclovia pela subida de alcatrão, pois era necessário testar o novo Muralha, que  mostrou estar a altura de qualquer desafio. Chegados á ciclovia ainda houve tempo para ajudar um ciclista que tinha um furo mas não tinha material, pelo que vinha com a bicicleta á mão desde Cepães. Reparado o furo retomamos o circuito novamente pelo monte com saída novamente na pista, não concluimos com a habitual subida á Penha, pois o Miguel tinha compromissos familiares pelo que as 11.30 estavamos de regresso para a habitual banhoca e consequente repasto. Aproveito para dar as boas vindas ao Miguel e espero que se integre facilmente nos Muralhas.

Boas Férias e boas pedaladas.

12 Muralhas e suas montadas, 3 carrinhas, 3 condutores – a maior operação de logística alguma vez realizada – tudo com um objectivo: a travessia Montalegre Lobios, mais de 40 Km a descer.
Tudo começou por volta das 6h da madrugada, em frente ao Galileu concentraram-se os participantes deste desafio, após os cumprimentos e apresentação do novo Muralha – Hélio, bem vindo – deu-se início à chamada, primeiro os condutores:
-Nuno: presente; – Pedro: presente; – Nel: presente;
Depois os Muralhas:
-Belmiro: presente; -Herculano: presente; -Gilberto: presente; -Filipe Marinho: presente; -PJ Marinho: presente; -Hugo: presente; -Paulo Vieira: presente; -Manuel: presente; -Gil: presente; -Hélio: presente; – Zé Carlos: presente; -Carlos:……; -Carlos:…………;
Faltava o Carlos, após várias insistências, via telemóvel, ele atendeu – Estou mesmo a chegar. Tinha decidido vir de bicla de casa, só que na teoria parecia mais fácil…LOL
Todos presentes e demos inicio à curta viagem até à Trigueirinha para o pequeno-almoço. Como habitual, naquela local e aquela hora, tivemos a companhia das espécies noctívagas que também tomavam a primeira refeição a única diferença é que para nós era a primeira “do dia” e para os restantes a primeira “de dia”. :)
Barriga composta, demos início à viagem até Montalegre. Para minimizar o tempo de espera durante a viagem a “Xerpa Team” arrancou à frente – uma má opção uma vez que, logo seguir às Cerdeirinhas, tivemos que abrandar o ritmo para que as restantes carrinhas conseguissem acompanharmo-nos. LOL
A viagem foi impecável, apesar de um Muralha da “Xerpa Team” mostrar-se bastante reticente com a capacidade da carinha chegar ao destino chegando mesma a ofende-la…
Chegados a Montalegre, seguimos para uma pequena aldeia que seria o nosso local de partida – fomos recebidos com alguma apreensão pelos locais pois nunca tinham visto tantos bettetistas de uma só vez. Mas como a Muralhada é bastante extrovertida a desconfiança inicial depressa se dissipou e deu lugar a uma empatia geral.
Todos devidamente equipados demos inicio ao desafio, começou mal, pois ainda não tínhamos aquecido os músculos e tivemos que fazer uma subida e que subida parecia que nunca mais acabava. Logo eu que depois de 2 meses em stand-by tive logo que enfrentar uma coisa daquelas. Como muito custo (e muitas queixas :) ) lá chegamos ao topo. A partir dai tudo ficou mais fácil, começamos a descer, a descida era pouco técnica o que permitiu à Muralhada gozar a velocidade, eu mantive-me na retaguarda para não me entusiasmar em demasia…
Estávamos a desfrutar da descida quando se deu o primeiro contratempo, próximo da localidade de Randim, a bicla do Carlos ficou com a roda traseira num oito (e não estou a exagerar), logo ele que afirmava ter passado toda a semana a preparar a sua menina para o evento, segundo ele ela estava “afinadinha” – mais alguns metros e ele tinha afinado era o chão…LOL
Apesar da basta experiência do Carlos em “Ingenharia” nada havia a fazer pois a bicla ficou mesmo em mau estado, a única coisa a fazer era tentar chegar a Tourém – ponto de passagem onde previamente tínhamos combinado com os motoristas para o caso de acontecer alguma eventualidade. Enquanto alguns Muralhas continuaram com o Carlos (em slow motion) os restantes aceleraram a pedalada para ir buscar uma carrinha para transportar Carlos e bicla.
Contratempo ultrapassado era hora de aproveitar a hospitalidade de Tourém no que toca, é claro, às minis… e que boas que estavam, fresquinhas. :)
Abastecimento completo, hora de recomeçar a pedalar. Enquanto o Zé procurava qual o caminho a seguir o Belmiro não perdeu tempo e começou logo a negociar a compra de sacos de batatas com um vendedor da região, após alguns minutos de negociação lá chegaram a consenso – 5 Euros o saco, à escolha. Negócio feito, o Belmiro arrecadou 2 sacos de Batatas perante os olhares incrédulos da restante Muralhada. Ainda se ouviram mais algumas bocas interessadas em comprar mas no final só Belmiro concretizou o negócio – pelo que parece ainda teve um desconto de pronto pagamento… :)
Assim e depois de toda aquela negociata retomamos o percurso, o calor apertava e as subidas continuavam, eu era um dos Muralhas que começava a dar sinais de fraqueza, mas lá ia continuando.
Estávamos a pedalar a um bom ritmo quando se deu o segundo contratempo, o Gilberto teve um furo na sua menina, apesar de ter câmara de gel foi necessário mudar a câmara – uma tarefa simples para os “Ingenheiros” de serviço…LOL
Contratempo resolvido, retomamos a aventura, o cansaço alastrava por alguns Muralhas – o Hélio denotava alguma dificuldade em continuar – nem com a paragem num riacho para refrescar e encher as garrafas a situação melhorou. Com alguma tristeza o Hélio foi obrigado a desistir pois a fadiga era tanta que era impossível continuar. Fruto da situação a Muralhada dividiu-se em 2 grupos, o Belmiro e o Gilberto ficaram com o Hélio e os restantes continuaram a viagem para ir buscar uma carinha para poder transporta-los. Se soubesse que ia ser assim duro também tinha ficado…fonix…estava a ver que não chegava a Lobios. Quem me salvou foi o Pedro – tinha tentado ir buscar o Belmiro e os restantes mas sem sucesso – avistei-o enquanto aliviava o meu sofrimento numa esplanada com uma Coca-Cola :) e pedi-lhe boleia até Lobios. Os restantes Muralhas que me acompanhavam (na esplanada :) ) não aceitaram a boleia e seguiram de bicla até ao final – valentes. LOL
Chegados a Lobios eu e o Zé fomos nas carrinhas, com a ajuda dos GPS, buscar os 3 Muralhas que tinham ficado no caminho, chegados lá o Hélio já encontrava recuperado, talvez, com o pensamento nos morfes que se avizinhavam, o Belmiro rejubilava à sombra de uma arvore – mais parecia um alentejano à sombra de um chaparro. :)
Retornamos a Lóbios onde os restantes Muralhas já estavam no restaurante a deliciarem-se com uma espécie de cerveja chamada S.Miguel, mas com álcool – que o diga o senhor dos panaches…LOL
Antes de juntarmo-nos a eles fomos dar uma banhoca – estava-se lá muito bem, mesmo muito bem…impecável.
Banhoca tomada fomos para o restaurante onde os restantes Muralhas já estavam a apreciar o repasto, mais parecia o Nacional Geografic – hienas de volta das suas presas…LOL
A partir dai foi o normal convívio entre a Muralhada, comida, bebida e muito conversa – a habitual cavaqueira que identifica os Muralhas BTT.
Uma vez que os sujeitos do restaurante não estavam nos melhores dias e como já estava a ficar tarde decidimos retornar a casa – Cidade Berço. Antes de arrancar, e uma vez que apesar das minhas insistências não colocaram a minha menina na carrinha correcta, teve que explicar pormenorizadamente e exaustivamente as implicações de levar a minha bicla e quais os cuidados a ter durante a condução :) .
Lá arrancamos, tudo corria lindamente quando o velho do Restelo, ou seja, o Muralha que já na primeira viagem tinha criticado efusivamente a carrinha voltou à carga na viagem de regresso, ainda mais que desta vez tinha a ajuda da S. Miguel. Reafirmava que a carrinha não ia conseguir fazer a viagem toda e lá se descaiu que tinha dois prognósticos para este passeio, o primeiro que a bicla dele não ia conseguir aguentar toda a viagem, o segundo que a Xerpa não ia resistir à viagem completa. Como o primeiro se concretizou ele aguardava efusivamente que o segundo também se concretizasse – é velhinha mas eficiente – espero que tenha aprendido a lição.
Uma vez que a viagem de Lobios até ao Gerês foi muito desgastante foi decisão, por unanimidade, parar para beber antes de começar a subir para as Cerdeirinhas, e assim foi, acomodamo-nos numa esplanada e enquanto a maior parte escolheu beber houve um Muralha que decidiu chupar, um gelado, é claro, lol, no decorrer da nossa estada naquela local ficamos ainda a saber que a Berta também trabalhava naquele café… :) .
O problema foi na altura de vir embora pois alguns Muralhas tinham mesmo intenção de lá ficar.
Arrancamos, novamente, em direcção a Guimarães, breve paragem para deixar o Herculano em casa (foi esquisito ir a casa do Herculano sem morfar nada…LOL) e chegamos onde começamos – café Galileu – o relógio marcava 19:45.
Para a história fica um dia espectacular de convívio e um percurso que afinal não tinha 40km a descer…
Resta agradecer aos condutores porque sem eles este passeio não se tinha realizado.
Caro Pedro, Nuno e Nel – em nome de toda a Muralhada, obrigado.

Quintal em Agosto

Estão as férias em pleno curso e isso nota-se. Apenas 3 muralhas – Carlos Pereira, Gilberto e Zé Carlos – compareceram para a volta domingueira.
Pequeno almoço tomado toca a mandar um sms ao PJ Marinho que afinal estava acordado mas tinha trabalho. Estes clientes que deixam tudo para a última hora… tá mal!!!
Foi dia de quintal. Depois de algumas semanas sem passar por lá só se pode dizer: O nosso quintal está demasiado bravo e agressivo. No final acabámos todos bastante marcados das silvas e dos tojos de mato que estão agrestes como nunca. Arranhões e mais arranhões em todos mas uma manhã óptima para o BTT com uma temperatura muito boa depois do muito calor que se fez sentir nas semanas anteriores.
Fomos pelos habituais caminhos até Fareja, depois café em Cepães, o novo tilho recentemente descoberto até junto à auto-estrada e depois voltar à ciclovia para no estradão habitual fazermos o desvio para o monte.
Apenas uma ave rara mais conhecida por avec chatus fez questão de nos interromper porque deveriamos ter pedido para passar no terreno dele… onde já passamos muitas vezes sem quaisquer problemas. Boa viagem de volta e longa estadia é o que se deseja a tal figura.
No final estavam percorridos 38 kms e lá fomos ao merecido banho e tacho.
Até domingo para os comparecerem para mais uma volta domingueira, ou etão sábado caso alguém queria fazer um “aquecimento”.

Domingo – Ermal

Domingo 8 de Agosto, 6.50 horas, chego ao Galileu mais o Gilberto e já lá estão os Muralhas Herculano e Zé Carlos que trazia um amigo, o Paulo Magalhães do grupo Btt Berço.
Fomos estão para S. Torcato onde nos esperava um pequeno almoço de arromba na casa do Manel, ainda nos cruzamos com o padeiro que saia da sua casa.
A mesa posta pelo Manel era digna dos melhores Hotéis de 5 estrelas, não faltava nada. A Muralhada deitava a mãos á cabeça a pensar no que iria fazer a tanta comida, “obrigada Manel”. Dada a qualidade do pequeno almoço e quantidade de assunto de conversa o pequeno almoço demorou mais que o habitual.
Arrumada a casa fomos para Porto D`Ave onde iria começar o passeio deste domingo (lembrar para a próxima estacionar do lado direito da rua). Tudo a postos e lá vamos nós, os primeiros Kms cerca de 8 são em subida, até ao “Diver Lanhoso”, depois nova subida com um nível de dificuldade mais elevado, toda a gente a superou com mais ou menos dificuldade (houve quem reclamasse não se ter feito uma pausa a meio da subida )LOL…
De imediato uma descida rápida em estradão com cerca de 3,5Km, o pó e a velocidade era tanta que a melhor maneira de descer era seguir a roda da frente e “fechar os olhos” LOL…, segue-se uma descida mais curta mas um bocadinho mais técnica. A descida final para a Barragem do Ermal é muito técnica, são cerca de 2 Kms que vai aumentando de dificuldade conforme se vai descendo, ou seja, começa com umas pedrinhas, uns penedinhos, uns saltinhos até ficar pedra sobre pedra (só para os mais dotados tecnicamente e arrojados). O Gilberto que era o nosso cameraman quase fazia a descida sem pôr o pé no chão (fica para a próxima).
Já na Barragem é apreciar a paisagem e aproveitar para rolar descontraidamente até ao local onde iríamos dar um belo e refrescante mergulho, aproveitar que ninguém nos conhece para brincar como umas criançinhas, soube muito bem, agora só falta chegar ao reforço.
Três Km a rodar junto à Barragem e surpresa 2,5 Km a subir até chegar ao Café “Ponto de Encontro”, mines e colas fresquinhas, sandes de queijo e fiambre, maravilhoso. O Paulo Magalhães aproveitava para fazer uma reparação na bota e já não foi a tempo da segunda rodada.
O tempo é que não pára e já era tarde decidimos estão fazer o resto do percurso até Porto D´Ave pela estrada nacional. Foram 39 de muita adrenalina e boa disposição.
Boas pedaladas e sejam felizes.

Sábado – Penha

Café Galileu, sábado 7 de Agosto, 10 horas.
Como algumas vezes acontece fomos fazer um “aquecimento” para a volta domingueira, éramos então, o Zé Carlos o Manel e eu.
Dirigimo-nos para a Penha via Costa e pela estrada, a subida é feita em ritmo de passeio a conversar e a pensar já na 1ª descida do dia.
Um pouco antes do cimo viramos á direita para entrar no monte e fazer a bela descida. Novamente na estrada subimos em bom ritmo até ao tanque onde viramos á esquerda, enquanto bebia-mos decidimos explorar novos trilhos.
Alguns metros à frente numa viragem à esquerda deparamos com uma descida muito complicada (o Manel e o Zé lá a fizeram), eu fiquei a assistir, descendo depois com os pés no chão. Chegamos então junto das colmeias, a passagem estava aberta e decidimos ir em frente.
Mais à frente nova descida “impossível”, o Manel e o Zé ainda tentaram , mas não dava, a inclinação era muita e os regos enormes e a vegetação começava a fechar.
Depois de uns 200 metros a cortar mato (literalmente) fomos dar ao trilho do Cemitério de Monchique. Sempre no monte e em direcção a um tanque que o Manel conhecia, a água era mesmo muito fresquinha, continuando saímos junto ao Mit Penha. Segue-se uma visita ao Senhor do Serôdio para depois rumar-mos em direcção a Matamá para fazer a descida para a ciclovia.
Já na ciclovia e como era um pouco tarde decidimos terminar e voltar para casa.