Arquivo de Julho, 2010

Volta pelo Ermal

Domingo 25 pelas 6,50 horas no famigerado Galileu compareciam o Zé Carlos, Paulo Marinho, Herculano, Belmiro e Gilberto. Pelas 7,00 horas saímos em direcção a S.Torcato onde nos aguardava o Manuel. Após efectuar a distribuição das bikes elas 2 carrinhas seguimos para a Pastelaria Central para o pequeno almoço. Aquela hora a montra já se encontrava com um aspecto fabuloso a ponto de deixar alguns muralhas confusos na sua escolha.

Após o repasto e respectiva cavaqueira seguimos em direcção a Porto D´Ave onde deixamos as carrinhas e iniciamos o trilho. Após o km 5 o Belmiro dá em retirada pois tinha compromissos familiares, regressando assim de bike até casa, gentilmente deixando a carrinha com o Gilberto para o regresso com as bikes. Até ao km 8 fomos rolando sem grande dificuldade apenas em alguns trilhos havia muito areia o que dificultava a pedalada. Chegados ao parque da Diver Lanhoso se mostrou a grande dificuldade do trilho, uma subida com cerca de 2,5 km, mas que subida, confesso que tive alguma dificuldade acusando a ressaca das férias, do papo para o ar, das caipirinhas e dos mojitos, mas com muito esforço e também graças ao espírito de grupo consegui chegar ao cimo. As descidas essas eram de salivar, muito rápidas e pouco técnicas, com muito pequenos penedos e grandes saltos. Até à chegada à barragem foi sempre a descer, uma vez aí chegados foi contemplar a bela paisagem, chega mesmo a ser bucólica. Depois de 2 km ao lado da lagoa descobrimos um pequeno areal que convidava a uns mergulhos. Não nos fizemos rogados e prontamente saltamos para a água para refrescar, para completar o cenário apenas faltavam umas mines geladinhas, mas não há desejo que não se cumpra, pois após retomar-mos a volta a cerca de 1 km deste areal havia uma tasca com umas mines geladinhas e umas sandes assim como a respectiva coca-cola pois havia quem estivesse a cortar no alcool, apenas ingerindo água oxigenada. Agraceço ao Gilberto que gentilmente pagou todo o repasto assim como a água para atestar os bidons.

Feita a pausa e dado que o relógio não pára seguimos para a 2ª parte do percurso, já com a temperatura a subir, decidimos encurtar o percurso em cerca de 6 km. Esta 2ª parte revelou-se de grande rapidez e de fácil acesso apenas com uma subida ou outra de maior intensidade, fora isso sempre a rolar. Pelo que chegamos aos carros pelas 12.00 horas, após arrumar as bikes nas carrinhas alguém lança o desafio:

- Bora lá a umas mines para o caminho? 

Felizmente onde haviamos estacionado as carrinhas havia um café, mas o dono acabava de o fechar, estava á porta na cavaqueira com outro Benfiquista, mas prontamente abriu a tasca e nos convidou a entrar.  Sai uma rodada de mines bem geladinhas, sagres para não misturar, pois as anteriores também haviam sido sagres, desta vez pagas pelo Paulo Marinho. Já praticamente de saída o Manuel oferece mais uma rodada para o caminho, desta vez teve de ser superbock pois não haviam sagres fresquinhas para todos. Fique aqui registado que apenas eu não bebi alcool, pois ainda tinha muito nas veias devido ás férias.  Depois desta 2ª pausa seguimos em direcção a casa para o merecido banho e respectivo repasto.

Parabéns a todos nós!!!

Sábado, 21 e qualquer coisa, pombo correio com a seguinte mensagem: “Ahh e tal… tou comó aço…. amanhã vou tar todo ressacado, vou masé ficar a dormir…” O mensagem em questão veio do muralha que tem um despertador que só funciona depois das 10 da manhã já em plena volta e a quem prometi ajuda para resolver essa questão tocando o sino quando acordasse. Ele com receio disso enviou a mensagem “just in case”.

Domingo o Galileu parecia uma tasca francesa do século XVII onde Athos, Porthos e Aramis (leia-se Gilberto, Paulo e Zé Carlos) se encontraram para depois de uns morfes e duas de treta partirem à aventura e à conquista de novas (ou menos novas) fronteiras… marcha tudo…

Hoje apetecia-me inventar, dizia um dos mosqueteiros, ao que os outros acenaram positivamente tendo ainda um deles referido: “O D’Artagnan (leia-se Belmiro) está a trabalhar mas ficou de vir ter connosco quando acabar se formos para o local habitual.

Meteram então as rodas das suas carruagens à estrada e foram para os lados de São Torcato, depois Gominhães, Penselo e finalmente Fermentões para seguirem depois em direcção de Souto/Corvite. Já em Corvite junto a uma adega surge então um pombo correio com uma mensagem de D’Artagnan:
“É para ir ter ao café de Cepães??”
Rapidamente foi enviada de volta pelo pombo correio a seguinte mensagem:
“Como gostas muito de subir encontrámo-nos na catedral de Gonça”

Entretanto os 3 mosqueteiros subiram pelos trilhos do berço até Gonça para esperar por D’Artagnan mas em vez de esperarem na Catedral (devido à presença do Cardeal Richelieu e seus guardas) esperaram numa tasca de Gonça a bebericar umas mines…

Ao longe avista-se D’Artagnan que chega esbaforido e a reclamar dos amigos (ninguém entendeu) e depois de deitar abaixo uma bebida estranha que só será dada a conhecer ao mundo no século XX (Gonça é muito à frente) lá seguiram com as suas carruagens para o alto de Sta. Marinha para depois desfrutar das descidas que os levaram desta vez à estrada mais antiga que liga Guimarães a Fafe. De notar que a descida a partir de determinado ponto é técnica ao ponto de D’Artagnan ter dito: “Quando disseste que a descida era técnica não pensei que fosse tanto!!!”.

Depois… depois foi rolar as carruagens até ao tasco Galileu, fazer as devidas vénias de despedida e rumar a casa para o merecido mergulho na tina de água e posterior almoço.

Abraço e até domingo… ou mais cedo para quem aparecer aos treinos.

Domingo, 11 de Julho 8.00, como é hábito quando os muralhas não têm saídas mais longínquas o encontro é no já famigerado Galileu para compor o físico, actualizar a conversa e partir para a volta domingueira. Com algumas ausências lá reunimos quorum (Filipe Marinho, Carlos Freitas, Zé Carlos, Herculano e eu). Estávamos nós a estranhar a ausência do muralhas Paulo Marinho, quando o Zé Carlos resolveu certificar a falta de comparência (tinha sido traído pelo despertador). Lá aguardamos por ele e arrancamos. Estava tudo a correr dentro da normalidade, quando para espanto de todos num ponto de encontro de trilho detectamos a falta do Carlos, mas a razão para tal situação logo nos foi confirmada pelo Herculano. Pensávamos nós que tinha sido o cansaço que o tinha traído, mas não tinha sido uma desistência devido a falta de material, mais concretamente à perda de alguns componentes que constituem a sua famigerada bike. (NOTA: Carlos para próximo não esqueças de apertar os parafusos é importante.) Ao chegarmos ao apeadeiro surge a integração de mais um muralhas, o Gilberto que apesar de ter decidido não vir fazer a volta, não conseguiu resistir e acabou por aparecer, decidimos então nos encontrar no também famoso café de Cepães.
Acolhido o muralhas e tomado o cafezinho da praxe, lá fomos fazer o novo trilho do nosso quintal.
Chegados ao desvio para a subida da Penha, tivemos a desistência do Filipe Marinho que, dado estar a retomar a lides não quis tornar o regresso numa tortura com a subida da Penha repleta de sol.
Os sobreviventes (Paulo Marinho, Zé Carlos, Herculano Gilberto e eu), lá seguimos caminho. A subida com o calor parecia mais inclinada, mas tudo foi esquecido quando víramos para Massamá na esperança de degustar um pitinho no Churrasco.
Infelizmente pitinho no churrasco não tivemos, pois só assavam a partir das 15h, mas umas minis para recompor e apreciar outros tipo de iguarias na Romaria foi certinho. Confesso que aquela romaria mais parecia a passadeira vermelha dos Globos de Ouro.
Finda a degustação da minis, e porque o tempo e a disposição já era pouca, optamos por descer para a estrada de Felgueiras e seguirmos para as respectivas casas pela ciclo via.

Infelizmente uma tragédia no BTT aconteceu uns minutos antes e num local por onde alguns Muralhas passavam ontem. O malogrado betetista chamava-se Maurício Saloca e tinha 39 anos. Deixamos aqui os mais sentidos pêsames à família e amigos. Paz à sua alma.

Passeio no Quintal

O Herculano já pensava em pedalar sozinho, quando eu e o Gilberto chegamos ao ponto de encontro. Desta vez a passagem pelo Galileu foi muito breve. Atestados de “cafeína” e “gás” lá partimos a três em direcção à ciclovia onde nos cruzamos com alguns grupos conhecidos de BTT, estes também com poucos elementos , ao que parece está tudo de férias ou com problemas no baço…
A muito bom ritmo e guiados pelo Herculano lá fizemos a primeira parte do nosso Quintal (Apeadeiro de Fareja). Seguimos depois até Cepães, ou melhor segui.Pois já estava quase a chegar ao Kartodromo de Fafe quando noto que ia sozinho, dei meia volta para me inteirar do que se tinha passado.
Novamente no Apeadeiro de Fareja o Gilberto estava ao telemóvel a falar com o Muralha PJ Marinho. Eram 9.30h e ao que parece o Paulo adormeceu, exactamente, adormeceu, uma vez que ele garantiu que tinha acordado, mas virou-se para o outro lado e quando assim é já sabemos o que acontece.
Marcamos encontro no Café da Estação (Cepães ) aproveitamos para “atestar” mais cafeína (cocacola).
Passados poucos minutos chegou o “foguete” PJ Marinho, ainda bem que ninguém lhe tapou a boca porque senão acontecia uma tragédia…
Recompostos seguimos para a coqueluche do momento (descida para Jugueiros), antes ainda fizemos uma grande “parede” pela estrada que vai para Armil. O Paulo ainda não conhecia a descida e o Gilberto fez questão de a mostrar. Nota-se que o Gilberto adora esta descida, mas cuidado com o excesso de volocidade, ainda ficas sem a carta…
Na segunda parte da descida passo para a frente, chego a Jugueiros e aguardo. Cansado de esperar fui novamente para trás procurar o pessoal, era a segunda vez que o fazia nesta volta.A meio da descida lá os encontrei, fiquei sem saber se fui muito rápido a descer ou se aconteceu alguma coisa.
No caminho de volta há pista subimos pelo alcatrão junto ao tanque, são 250 metros mesmo duros.
Ia beber quando noto que não tinha o bidão, “…perdi o meu bidão…” …vimos um bidão azul na descida…” dizia o Paulo “… ei pois é, eu sabia que o teu bidão era azul e também o vi…” dizia o Gilberto. Alguém sugeriu ir para trás recuperar o bidão e assim o fizemos.
A descida foi muita boa, o problema é que resolvemos subir pelo mesmo local, são 250 metros (pareciam 2500) mesmo muito, muito duros, ninguém desmontou, mas ficamos todos com a língua de fora.
Paramos um pouco para recuperar forças e reformular o percurso, desde logo descartamos a ida a Penha e iriamos fazer o Quintal ao contrário como já o fizemos algumas vezes.
Chegados há entrada para o monte já era um bocado tarde para mim e o Gilberto queixava-se dos gêmeos, (futebol na 6ª; volta suave no sábado; futebol no sábado; BTT no dominho) alguém diga a este “cromo” que já não tem 20 anos por favor. O Herculano solidário sugeriu ficamos juntos e ir para casa.
Ainda passamos pelo Manel & Esposa, desta vez andavam a passear a pé.
Mesmo assim foram 36Km (para mim) de bons trilhos, boa disposição e muita dureza.

Boas pedaladas.