Arquivo de Abril, 2010

Bem… o que dizer do Lusogalaico??? Que não devia ter ido… que deveria ter seguido a ordem natural das coisas e ter ido à primeira inscrição que fiz que foi no PUF10. Mas o PJ queria treinar para os 100 kms de Idanha… e depois nem aparece… só manda sms… :)
Começou com um pequeno-almoço na Trigueirinha por volta das 7.45 hora tardia para ainda se encontrarem aquelas personagens habituais.
Próxima paragem, Esposende. Chegados levantamento de frontais e encontro com o numeroso grupo de preguissas a quem ainda “emprestei” o frontal 189 do PJMarinho.
Inicio da prova com os 25 primeiros kms com muito asfalto e alguns engarrafamentos. Quando pensava que ia ter um óptimo dia porque estava já com um ritmo muito bom e uma média de mais de 23 kms/h sem sequer forçar eis que surge a primeira contrariedade chamada: atravessar o rio em cima de um passadiço apoiado em canoas. Foram mais de 30 minutos parados porque apenas passava 1 betetista de cada vez, como eram só 2.000 a coisa foi caótica.
Depois chegavam as primeiras subidas fáceis até que aparece uma em que a partir de determinado ponto todos faziam em 0×0 tal a inclinação e o cascalho solto que não permitia avançar em cima da “menina”. Aqui a minha corrente começou a queixar-se da péssima revisão que teve na Famabike. Quando as subidas aumentavam a dificuldade na desmultiplicação da transmissão ficava com a corrente presa.
Na grande descida até então digo para o Gil: Olha uma descida para nós!!! Dá-lhe calor!!!! 50 metros adiante vejo um tipo caído e mais adiante outro… o Gil. O domingueiro ia na direita, viu um ramozito e resolveu guinar tudo para a esquerda onde vinha o Gil… resultado??? os dois ao tapete.
Depois o segundo engarrafamento de mais cerca de 15 minutos na primeira descida mais técnica. Pouco mais de duas horas desde a partida e já tinha-mos quase 1 hora de paragens. Pouco adiante o reforço. Boas laranjas, boas bolachas, umas sandochas de geleia, bananas verdes e muita água. Até aqui eu e o Gil fizemos a prova sempre juntos com a companhia do Paulo um preguissa com o nosso “andamento”. Depois do reforço numa subida onde foi mais uma vez preciso desmultiplicar a corrente foi-se. Como nesse momento era o último do grupo fiquei para trás e quando o Gil e o Paulo repararam que não ia já era impossível voltar atrás devido ao “transito”. Fiquei então a descravar o elo partido e a colocar o elo rápido, coisa de 5 minutos… só que faltava um pormenor… por onde crl passava a corrente??? fiz a operação uma 4 vezes e nunca batia certo… entretanto chegam os restante preguissas, problema resolvido, porque tendo uma bike ao lado para ver como era foi uma coisa de 2 minutos. Só que já tinham passado cerca de 20 minutos e mais de 500 domingueiros…
Apanhei o Gil que entretanto esperou por mim mais adiante e daí até ao final foi passar (quando eles deixavam) os domingueiros que param no meio do caminho para tirar uma folha da roda, que desmontam a subir, a descer, na lama, nas pedras… enfim…
Ficaram hipotecados os 80kms pelo adiantado da hora. Terminamos cerca das 13.30 e depois mais cerca de meia hora na fila para o banho… Esposende vai ficar conhecida como a cidade das filas.
Depois de tudo isto… Gil vamos masé morfar… onde??? em Esposende não senão ainda nos sai outra fila para esperar.
Já no carro… e se fosse um franguinho em Fão??? Bora lá!!!
Desta vez ao contrário do Gerês havia mesmo frango. Depois foi voltar a casa.
Resumindo: Trilhos fraquinhos, imenso alcatrão, má organização que levou aos engarrafamentos… no próximo ano não vou!!!

PUF 2010 e um burro betetista!!!

Caros confrades,

Pela primeira vez tocou-me a mim fazer a crónica da nossa volta. Assim, tudo começou com o encontro dos 5 muralhas ( eu ,Belmiro,Gilberto, Filipe Marinho e Carlos) no Galileu às 7h da matina. Lá partimos para Jales sendo que o Marinho mostrava, para além da extensa documentação que levava com a a altimetria do percurso e coisas que tais, preocupação por não ter o estômago confortado com o petit-deujenér. Fizemos então um pit-stop na estação de serviço da auto -estrada para o nosso menino comer um croissantzito  e os restantes muralhas aproveitaram para tomar um cafézinho.Chegamos então a Jales por volta das 8h30, não sem que antes o Belmiro  nos fizesse uma visita guiada a Vila Pouca de Aguiar( resolveu simplesmente mandar a menina do Gps às ortigas!!!).Fomos então  ao secretariado do PUF e pegamos nas nossas meninas que, tal como nós, já estavam ansiosas por partir. Começado o passeio começamos-nos aperceber que iríamos ter trilhos muito técnicos com muitas pedras, mas ao mesmo tempo com paisagens de grande beleza!!Os primeiros 15 Km fizeram-se muito bem, sempre com boa disposição dos muralhas e da restante malta. Descidas bastante técnicas, um rio para atravessar, e algumas subidas que não faziam mossa.Gostei particularmente de passar por várias aldeias onde podemos sempre apreciar o cheiros característicos e a beleza de alguns animais domésticos. Ora é precisamente aqui que entra a estrela do PUF o burro betetista( era mesmo um Burro!!).Íamos eu e o Marinho  a pedalar tranquilamente num caminho na Aldeia estreito e entre muros, quando, ao olhar para um campo, vemos um burro a correr desvairado para uma cancela, salta a cancela deitando-a baixo, entra no caminho em perseguição do Belmiro do Gilberto e do Carlos que iam à nossa frente e ultrapassam-nos(que vergonha!!!).Tudo terminou bem ninguém se magoou.Eu acho que o Burro soube do repasto que ia haver no fim e ia atrás dele!!Lá para o Km 22 tivemos a nossa primeira subida a sério que nos levaria ao merecido abastecimento. Após este podia-se escolher entre um percurso muito duro com umas paredes de respeito , ou encurtar a volta em 10 km e fazer mais suave. Os valentes Belmiro e Gilberto fizeram a volta dos duros!!Rezam as crónicas que a fizeram praticamente sempre” montados”( muito bem!!). Os restantes deveriam fazer o percurso com o guia ,mas para dar um bocado mais de adrenalina à coisa abandonámo-lo, e fizemos juntamente com mais alguns aventureiros a parte final do percurso( espetacular pelo bosque onde aproveitamos nas descidas para dar calor às meninas!!) sem saber se estavamos no trilho certo.No final lá chegamos todos bem, tomamos banhinho e fomos à parte pior…!!!!Fomos praticamente obrigados a comer as febrinhas,costelinhas,salsichinhas e presuntinho(e que rico presunto!!) acompanhos por vinhinho de lavrador( Faltaram no entanto as mines!!!).É concerteza uma volta a repetir com a malta toda!!!Brevemente colocaremos fotografias.Um abraço a todos

Filipe Leite

Hora de concentração: 8:15 da matina;
Local: Estação de Vizela;
Muralhas participantes: Belmiro, Carlos Freitas, Herculano, Filipe Leite, Filipe Marinho, Gil, Gilberto, PJ Marinho, Paulo Vieira, Zé Carlos;

Este Domingo o desafio foi fazer o percurso da Rota do Bolinhol ´10, na edição deste ano o passeio passou por 3 cumes – percurso com alguma dureza mas com passagem por locais bastante bonitos.
Como o local de concentração era em Vizela eu e o PJ decidimos ir desde casa de bicla. E assim foi às 7:45 arrancamos em direcção a Vizela, em Covas (no cruzamento para Sto. Amaro) esperava por nós o Zé Carlos e o Carlos Freitas. Seguimos, os 4, a uma boa média até ao local de concentração – o Carlos quase que congelou, lol. Chegados à estação já estavam à nossa espera o Herculano, o Filipe Leite o Filipe Marinho e o Paulo Vieira. Aí, seguimos para os morfes matinais na pastelaria Fina (centro de Vizela).
Estávamos no final dos morfes e chegou o Belmiro e o Gilberto – que também vieram de casa de bicla.
Conversa em dia, montamos nas meninas e demos inicio à volta, os primeiros metros foram feitos por instinto pois o GPS, curiosamente, não tinha sinal. A primeira parte do percurso foi na zona de Moreira de Cónegos, os trilhos são muito bons foi pena o tempo não ter ajudado, pois com a chuva as pedras estavam muito escorregadias – eu devido a uma pedra manhosa fui ao tapete.
Ultrapassado o primeiro cume, seguimos em direcção ao segundo – Sra. dos Montes – tudo corria bem quando veio a primeira parede, aquilo é que foi subir, lol. Chegados ao cimo, demos inicio à descida por zonas que ainda não conheciamos – o quintal do Zé continua a surpreender-nos pela positiva, lol. De salientar o último trilho que passa por trás da casa de Sezim – é espectacular – eu e o PJ fizemos aquilo a uma velocidade alucinante, não foi PJ? LOL
Tínhamos completado 2 cumes faltava-nos o mais difícil – S. Bento das Peras. Antes de dar inicio à subida fizemos uma paragem para abastecer e prepararmo-nos psicologicamente para o desafio, numa pastelaria em Nespereira.
Abastecimento efectuado começamos as subidas e que subidas havia para todos os gostos, em parede e em caracol :) . Aquilo foi de arrasar, parecia que nunca mais tinha fim. Com muito custo, a Muralhada lá ia chegando ao alto do S. Bento. Lá em cima, enquanto esperávamos por alguns Muralhas eu, o PJ e o Zé fomos conhecer um novo single track – é impecável – vale a pena repetir.
O cansaço era tanto que alguns Muralhas quando chegaram ao alto de S. Bento desistiram da descida pelo monte e preferiram descer pela estrada.
Os poucos que ficaram deram início à descida, tudo corria bem quando numa passagem técnica uma escorregadela do PJ provocou uma aparatosa queda infelizmente com consequências para ele.
A partir daí, as restantes descidas passaram para segundo plano, sendo a prioridade ajudar o PJ a chegar à estação de Vizela. Chegados à estação hora de despedir e voltar para casa. Os mais cansados aproveitaram a boleia na carrinha do Herculano, os mais resistentes (o Belmiro, eu, e o Zé) lol, voltaram para casa de bicla. Eu e o Belmiro terminamos a volta com 60km percorridos.

Até Domingo

Como diria o outro, agora algo de completamente novo. Uma crónica diferente que passa por “auscultar” as opiniões dos muralhas presentes neste passeio.
Seguindo o critério da ordem alfabética (faltam ainda várias opiniões, mas como hoje é o limite para a multa das mines):

Belmiro:
TRILHOS DO AVE 2010- Altos/Baixos &……
ALTOS:
# Belo dia de sol.
# Dorsal nº1, nº2 até o nª13 pertença de Muralhas.
# Senhora da Saúde, penso que o ponto mais ALTO do percurso, muito duro, descidas rápidas e técnicas (embora a mim me assustem um pouco).
# No geral um percurso equilibrado com a parte final junto ao rio muito bonita ( …sim era em plano).
# Estado de forma do Muralha PJ.
# Almoço excelente, churrasco e caldo verde antes umas boas entradas.
BAIXOS:
# Duche com água fria não sabe bem.
# Falta de minis fresquinhas & coca-cola.
# Também não havia bolinhos.
….. PICOS:
# Presença do Grupo “MURALHAS” com o seu Glamour (todos equipados com o jersey oficial) e boa disposição.
No geral gostei muito.
PS. Bem vindo Pedro.

Carlos Freitas:
Trilhos muito bons, descidas loucas com muita adrenalina,
a organização irrepreensivél e o almoço fantástico. Apenas um microreparo ao banho frio.

Carlos Pereira:

Gil:
Ora bem, os Trilhos Montanhosos do Ave 2010 foram uma novidade para mim e para os restantes Muralhas. A fama das edições anteriores prometia um passeio com alguma dureza, e assim foi. Os primeiros 20 Km, até ao reforço, foram relativamente fáceis, subidas e descidas intercaladas que permitiam um bom andamento – embora na retaguarda, lol. O reforço astuciosamente colocado – no parque de S. João de Ponte – permitiu-nos reabastecer para a segunda parte do passeio, essa sim com elevado grau de dificuldade. A partir daí começaram as subidas e que subidas – mais pareciam paredes – por pouco não caía para trás de costas, lol. Ultrapassado o desafio das subidas até á Sra. dos Montes vieram as merecidas descidas, pelo meio ainda houve tempo para subir mais uma parede com a promessa (à político) de massagens J. A organização está de parabéns pelo percurso escolhido, pelo apoio durante o passeio e pela qualidade do almoço. O ponto negativo foi os banhos serem de água fria, depois de todos aqueles km`s de esforço foi um desconsolo não haver água quente para o banho – isso não se faz.
Aproveito para dar as boas vindas ao Muralha mais novo, teve o seu baptismo num percurso complicado, mas apesar dos contratempos e dificuldades chegou ao fim – é assim mesmo Pedro.
PS: A Muralhada teve lugar de destaque na reportagem do canalguimarães.

Herculano:
No passado domingo dia 11 de Abril foram bastantes os Muralhas a comparecer para o desafio dos Trilhos Montanhosos do Ave 2010, provocando assim uma enorme mancha branca no meio da multidão; Herculano, Zé Carlos, Gil, Hugo, Paulo Marinho, Carlos, Carlos Freitas, Belmiro e Pedro.
A partida prevista para as 09.00h acabou por acontecer apenas ás 09.30h. A primeira parte do trajecto mostrou-se fácil pois também já era conhecida pelos Muralhas.
O reforço foi estratégiamente colocado no parque de merendas de S.João de Ponte, junto ao rio Ave, parecia que íamos ás compras pois era dado um saco a cada participante com frutas, sandes, agua e sumos.
Após o reforço e reagrupados os Muralhas lá partimos em grupo rumo á Senhora da Saúde, contudo esta parte se mostrou muito dura com enormes paredes que só mesmo de empurra bike se conseguiam fazer.
O almoço foi farto e com boa participação.

Hugo:

Pedro:

PJ Marinho:
Antes de começar, quero felicitar todo o conjunto de muralhas presente no evento pela sua disponibilidade e boa disposição.
Em segundo, agradecer ao Pedro a sua presença, e coragem em acompanhar os muralhas num circuito tão duro…
Quanto ao passeio, na sua generalidade Gostei… Um dia lindo, cheio de sol e poeira no ar levantado pelas nossas meninas… Trilhos muito bons, bastante técnicos, obrigando os muralhas a por à prova as sua valências… Nos primeiros 20Km só fiquei 20 minutos atrás do 1º…. No reforço estava tudo 5*, so faltava as mines e os bolinhos… lol…
Seguindo para a 2ª parte, esta era bastante mais técnica, levou a um maior esforço dos muralhas e espírito de entreajuda do grupo, afinal de contas estávamos em passeio… mas no que tocou a descer… lol sempre a botar calor…
Apenas desejo fazer dois reparos negativos:
– O primeiro e menos importante foi o banho de água fria, julgo que se as mines estivessem onde estava a água, conseguiam estar mais frias… lol…
– O segundo e este sim, mais importante, a falta de água durante a segunda parte do percurso… eis a falha mais grave no meu ponto de vista…
Obrigado ARCAP, os reparos devem ser levados de uma forma construtiva…

Zé Carlos:
Muito bom… apesar de ser na nossa zona muitos dos trilhos eram-nos desconhecidos. Alguns singles são 5*. Aquela parte final antes do reforço é maravilhosa. Depois do reforço… bem… nunca pensei que fosse tão penosa. Algumas descidas curtas foram atenuando o “sofrimento”. Mas o que custou mesmo foi a parede final… aquela com a placa de “massagens no cume”… dasse… até em 0×0 (a pé) era dificil avançar.
Depois as descidas especialmente na parte final eram 5*. Em relação ás marcações não me perdi nenhuma vez, embora em alguns pontos tenha ficado na dúvida por falta de fitas. Mais adiante elas apareciam e lá continuava.

Gráfico de altimetria: 
Fotos:

Fotos da Pedra Bela

Porque merecem um tópico próprio aqui estão as fotos da Pedra Bela, filme tem estreia prevista brevemente… o realizador tem muito trabalho… :) No segundo slideshow de fotos a imagem está um pouco “estranha”, invenções de tirar fotos no modo 16:9… depois quando se juntam com as que foram tiradas em modo 4:3 dá confusão. De qualquer forma na lista aparecem no formato correcto.

Quero deixar expresso o desejo de um Feliz Aniversário ao nosso Muralha Filipe Marinho e muitos Anos de BTT pela frente… :) com e sem Regos desconhecidos… lol :)  

Pois é, eis que se cria uma nova tipologia de Posts, para que não seja excusivamente BTT.

Hora de concentração: 8:00
Local: Café Galileu;
Muralhas participantes: Belmiro, Hugo, Gil, Paulo Vieira, Carlos Freitas;

Hora habitual, reuniu-se a Muralhada para o pequeno-almoço. Apesar do dia primaveril a afluência à volta nesta segunda-feira não foi das mais significativas.
Depois do pequeno-almoço e com a conversa em dia demos inicio à volta rumando em direcção a Paçô Vieira, a partir daí entramos nos trilhos – nossos conhecidos – até ao apeadeiro de Fareja. Depois de Fareja entramos novamente na ciclovia até Santa Cristina de Arões. Aí, seguimos na estrada em terra batida para fazer os trilhos já feitos anteriormente mas em sentido contrário.
Chegados a Paçô Vieira breve paragem para reagrupar e subimos em direcção à Penha para o tão apetecível “ rebuçado” – a descida até às águas da Penha.
A volta foi realizada a um ritmo impressionante (como esta crónica, lol), às 11:20 estávamos a chegar ao Galileu.

Até Domingo, nos Trilhos Montanhosos do Ave.

Pedra Bela, bela… e dura…

Local: Gerês
Distância: 37 kms
Altimetria: 1600m acumulado (sim, 1600m)
Duração: 6 horas e 23 das quais 4 horas e 11 a pedalar.
Muralhas aventureiros: Belmiro, Filipe Marinho, Gilberto, Manuel, PJ Marinho e Zé Carlos.

7.30 da manhã de um sábado que começa chuvoso mas com aspecto promissor. Ponto de encontro: Galileu, de onde pouco depois saímos em direcção da Trigueirinha para o pequeno-almoço. Duas de conversa, o tempo cada vez melhor lá zarpamos em direcção ao Gerês. Chegados ás pontes da Caniçada tivemos a companhia desagradável de uma chuva miudinha durante 10 minutos.

Bikes prontas, metemos pedais ao caminho em direcção à vila do Gerês apenas durante cerca de 2 kms. Daí para diante começavam rampas de inclinação brutal. Como podem ver no gráfico de altimetria dos 2 aos 8 kms passámos dos 150 metros para os 850. Apenas uma coisa ia atenuando a dificuldade: algumas paragens para admirar a paisagem que ia ficando cada vez mais deslumbrante. Não há fotos que façam jus ao que os olhos vêm ao vivo e in loco.

Chegados à zona da Pedra Bela resolvemos seguir o track na integra e ele indicava um desvio à esquerda para contornar (era o plano) um monte. A realidade era bem diferente, pela frente estavam apenas 5 kms, 1,5 a descer e depois algo realmente duro: subida com rampas ainda piores do que as enfrentadas antes de quase 2kms. Depois um pequeno rebuçado: uma descida curta mas muito boa feita – claro – a fundo por quase todos. As excepções foram o Belmiro que tinha o amortecedor avariado e o Filipe que ainda tem de recuperar a confiança. De seguida rolamos até ao miradouro da Pedra Bela onde a vista sobre a barragem e a vila do Gerês é extasiante.

Próxima paragem: Cascata do Arado onde ficamos durante uns 15 minutos para alguns muralhas verem a cascata um pouco acima da ponte. Depois toca a subir de novo, mas desta vez era fácil. Estradão largo e com uma inclinação razoável para se fazer tranquilamente, isto durante 1 km. Depois…

…depois foi adrenalina pura… 8 kms a descer mas o que se pode chamar de descida. Inclinações inicialmente pequenas, mas que iam aumentando à medida que se ia descendo. O que nos ia “segurando” eram os regos (desconhecidos) que iam aparecendo. Os 5 kms finais eram de uma inclinação tal que quando eu e o PJ Marinho chegamos à estrada no final da descida os travões estavam incandescentes. O cheiro a queimado era tal que segundo nos disseram chegou a tocar a sirene dos bombeiros de Fafião… :)

Foi rolar até à cascata de Fafião e depois já quando a fome era muita e as forças poucas veio algo esperado mas não com tal dificuldade. Subida de mais de 4kms novamente com inclinações complicadíssimas. Lá superamos com muita dificuldade e muito empurra-bike até encontrarmos novamente a estrada que liga Fafião ao Gerês. Resolvemos mais adiante seguir o track que indicava um estradão em terra… novamente a dar calor nas meninas pensávamos nós que até ás pontes surgiram novamente rampas curtas mas complicadas. Foi então que resolvemos abdicar de seguir o track que indicava mais uma subida para seguirmos uma longa descida técnica até ás margens da barragem. É uma descida fantástica mas da qual tiramos pouco proveito pelo cansaço acumulado pelas mais de 6 horas desde a partida. Rolamos depois junto ás margens até finalmente chegarmos à estrada um pouco à frente das pontes e dos carros. Mal chegámos aos carros a saraiva e a chuva fizeram a sua aparição. Foi à justa.

Depois o melhor: fomos à procura do reforço, afinal a dureza da prova justificava um reforço à maneira. Direcção de S. Bento da Porta Aberta lá encontramos um letreiro “Vendem-se frangos”. Afinal não havia frangos, mas havia uma bela broa e um belo pão barrados com queijo e manteiga, regados com uma mines (coca-cola para um) e um bom Borba tinto. Não, não foi só isso, também havia um belo pudim para sobremesa. Antes disso marcharam uns belos pregos no prato… Estava tudo tão bom que alguns voltaram a ganhar cor e a ter calor. Desnecessário será dizer que as duas horas passadas no reforço foram acima de tudo regadas por muito risota e boa disposição… o normal quando os muralhas se juntam à mesa.
Grande aventura, grandes paisagens, grandes dificuldades, grandes descidas, grande convívio.
Domingo seguem-se os Trilhos Montanhosos do Ave´10. Até lá.
PS: Fotos e videos brevemente quando estiver tudo compilado.

Tarde chuvosa, mas como estava combinado lá me meti no carro em direcção ao Galileu. Toca o telémovel e o PJ Marinho a dizer que ainda estava em Cabeceiras e sem grande vontade. Ainda bem, mas vou passar no Galileu para ver se está alguém disse-lhe eu. Chegado ao Galileu como era de esperar não havia nenhum “maluco” à vista. Como não tinha almoçado fui comer qualquer coisita. Entretanto quando estava a terminar chega outro maluquinho a dizer que só ia a casa… pronto lá tem de ser… enfrentar a chuva. O PJ ainda resolveu desafiar o irmão Filipe que também apareceu… resolvemos passar antes de começar a volta no tasco onde trabalha o Gil mas o sumitico nem um cafézito ofereceu. Lá fomos em direcção à ciclovia onde exploramos alguns trilhos novos, aliás, practicamente só fizemos trilhos novos para nós. Muita chuva, algumas subidas difíceis e algumas descidas muito boas. Cerca de 30 kms depois estávamos de volta. Agora é esperar que amanhã sábado o tempo esteja menos húmido para que a volta do Gerês seja tudo o que esperamos… fantástica.
Até amanhã ás 7.30 no Galileu.