Arquivo de Fevereiro, 2010

Hora de concentração: 8:00 da matina;
Local: Café Galileu;
Distância: 38 Km;
Muralhas participantes: Belmiro, Carlos Pereira, Herculano, Hugo, Gil, Manuel, PJ Marinho, Paulo Vieira, Zé Carlos;

Mais um Domingo, mais uma concentração da Muralhada para mais um passeio, desta vez a volta escolhida foi o nosso quintal para assim recuperarmos do desgaste físico do “abraço” da semana anterior, quintal isto é, com todos upgrades que o nosso quintal tem sido alvo mais parece uma herdade. LOL
Por volta das 8h começaram a juntar-se, para o pequeno-almoço, no café Galileu. No decorrer do dejejum foi posta a conversa em dia enquanto o Belmiro distribuía as T-shirts do passeio do “abraço ao Bruno”, uma vez, que ele na altura ofereceu-se para as guardar na carrinha. De salientar que a minha T-shirt foi a única que ele não guardou, vai-se lá saber porquê! :)
Já que o assunto é abordado, primeiro foi o lanche que ele ofereceu e eu não estava, depois foi o café que ofereceu e eu não estava e por último ofereceu-se para guardar as t-shirts quando eu não estava – quero acreditar que foram apenas coincidências…LOL
Feito o desabafo e continuando a crónica: com o estômago composto e conversa em dia demos inicio à volta, seguindo a direcção da pista de cicloturismo, em plena cavaqueira.
Chegados a Paço Vieira entramos nos trilhos já conhecidos de todos, o mau tempo que se tem feito sentir prejudicou o percurso quer pelas árvores caídas no caminho, quer pelos regos que não sendo de confiança obrigam a cuidados redobrados.
Chegados ao apeadeiro seguimos em direcção ao café de Cepães para o habitual café, pelo caminho ainda houve tempo para uma “fuga” que, apesar de difícil, conseguimos tapar. :)
Enquanto tomávamos café e eu degustava a habitual nata demos por falta de alguns Muralhas, só passados alguns minutos é que chegaram culpa de um furo. Fica aqui a trascrição de uma das muitas conversas da Muralhada durante a estada no café:
- “Tens o capacete muito apertado!
- Não é o capacete que é apertado, a cabeça é que incha!”

Café tomado lá fomos mudar a câmara-de-ar da bicla do Hugo, não convêm esquecer que com o meu apoio moral a tarefa ficou bastante facilitada. :)
Prontos a arrancar ainda houve tempo para observar a “montra dos bolos” onde estava exposta uma bonita “bola de Berlim”, bonita para alguns pois há Muralhas que confessaram gostar delas com mais creme…Ou será como disse um Muralha – “ o recheio está lá, sem óculos é que não dá para ver com nitidez…”LOL
Retomamos a volta em direcção a Paçô Vieira, via pista, tendo em Santa Cristina de Arões, como vem sendo hábito, seguido o estradão em terra batida para fazermos os trilhos iniciais mas em sentido contrário. O mau tempo dos dias anteriores provocou a queda de algumas árvores que estavam atravessadas no caminho e mais ainda o “forte vento” que se fazia sentir provocou a queda de algumas pinhas que se não fosse o capacete tinha rachado a cabeça de algum Muralha, não foi Zé? LOL
Nesta parte do percurso 7 Muralhas foram por um novo trilho enquanto 2 Muralhas foram pela habitual descida, este novo trilho, na minha opinião, é de repetir. Os 2 Muralhas que seguiram pelo trilho habitual ainda tiveram tempo para fazer a boa acção do dia – ajudar alguns motards que tinham perdido a água do radiador de uma mota. Se não fosse a ajuda dos Muralhas a encontrar a água, provavelmente, os motards ainda lá estavam à procura…LOL
Chegados a Paçô Vieira seguimos em direcção à Penha pela famosa “parede” em paralelo.
Chegados à Penha, a chuva já caía com intensidade, breve paragem para reagrupar e para encher o pneu da Spark do PJ e demos inicio ao festim. O percurso estava bastante deteriorado, durante a primeira parte da descida mesmo assim ainda houve espaço para um picanço entre mim e o Zé na luta pela dianteira – houve uma altura que a minha Genius mais parecia uma alfaia agrícola, LOL.
Breve paragem para reagrupar a seguir à cabine da água e continuamos em direcção às àguas da Penha. Nesta última parte do percurso o PJ não conseguiu controlar a sua Spark e foi ao tapete seguido por um pneu furado, ou primeiro teve um furo e depois é que foi ao tapete – não existe consenso na ordem dos acontecimentos, LOL.
Paragem para mudar a câmara-de-ar da Spark – nesta mudança tive que intervir com mais que apoio moral – o pessoal do “centro” tem que se manter unido. :)
Retomamos a etapa por um novo trilho, novo salvo seja, o Paulo e o Carlitos parece que já o conheciam mas por razões que ninguém entendeu nunca o partilharam com o resto da Muralhada. No entanto, o Carlitos vendo a cara de descontentamento da Muralhada por só agora ter conhecimento do trilho e com medo de represálias lá foi dizendo que não conhecia o trilho e que nunca tinha passado por lá – amnésia temporária – mesmo a calhar. LOL.
Este novo trilho é muito bom – a repetir – o único senão foram uns jipes que encontramos na descida, por pouco não ficávamos com os dentes enfaixados na grelha frontal dos 4×4.
Chegados à estrada que liga Urgeses a Pinheiro seguimos em direcção à Fonte Santa, aí o trânsito estava condicionado uma vez que têm estado a colocar o (talvez) saneamento. Nessa altura um condutor não parava de buzinar para a Muralhada sair do meio da estrada mas quando foi preciso pegar nas biclas para transpor os obstáculos o dito condutor perdeu o pio uma vez que não conseguiu pegar no seu veículo. :)
Transpostos os obstáculos, lá continuamos em direcção ao teleférico, as últimas descidas antes de lá chegar foram ultrapassadas com atenção redobrada devido à lama e aos regos que não inspiravam confiança.
Continuamos pelo Parque da Cidade em direcção ao ponto de partida – café Galileu – aí, após as despedidas, rumamos em direcção a nossas casas para a merecida banhoca e o apetecível almoço.

Até Domingo

Abraço dado com prazer

No passado domingo um grupo considerável de muralhas – Belmiro, Filipe Leite, Gil, Gilberto, Herculano, Hugo, Jerónimo, Paulo, PJ Marinho e Zé Carlos – juntaram-se a uma campanha de solidariedade para o jovem Bruno Lameiras participando num passeio de 40kms onde os valores angariados revertiam para o jovem.
Numa rápida vista de olhos no site do evento mais concretamente ao gráfico da altimetria e aos valores atribuídos pela organização à dificuldade física (4/5) percebia-se que não iria ser uma pêra doce. A primeira dificuldade apareceu com o tempo, manhã extremamente chuvosa que prometia deixar os trilhos lamacentos e escorregadios. Chegados a Fafe foi agradável ver tantos amantes do BTT e perceber que esta “tribo” diz presente quando é chamada. Lá partimos do centro de Fafe e durante 5/6 kms rolando em estrada deu para alongar o grupo mas não o suficiente para evitar um “engarrafamento” na entrada no monte num trilho estreito. Ligeira subida seguida de uma descida longa e fantástica apenas com o senão de estar escorregadia e ainda com muito trânsito que obrigava a algum cuidado. Depois disto vinha a dificuldade, kms e kms a subir até ás torres eólicas e posteriormente ao reforço. Ainda reagrupamos cerca dos 12 kms mas daí para a frente as dificuldades eram ainda maiores e o grupo voltou a separar-se.
Depois do reforço, (sensivelmente a meio do percurso) os trilhos e as descidas eram fantásticas. Tinha de tudo, técnicas, rápidas, em estradão, em singletrack. Muito bom mesmo. Os últimos 6 kms foram feitos maioritariamente em estrada embora o último single fosse 5* apenas prejudicado pela lama que o tornava muito escorregadio. Depois era uma ligeira subida e a meta.
Em resumo, um dia complicado para a prática do BTT mas ao mesmo tempo a solidariedade e o gosto pela modalidade a falarem mais alto. Fica o repto de repetirmos a percurso mas apenas quando tivermos umas semanas sem chuva para que o terreno fique em ponto rebuçado.
Até domingo.
Fotos nossas que encontrei em alguns sites:

8h Terça-feira de Carnaval ainda os foliões recolhiam a casa, já os Muralhas agrupavam no habitual ponto de encontro “Galileu”. Não sei se por ser sido jornada dupla (Domingo e Terça) ou porque a noite ter sido de festa verificaram-se algumas ausências. Assim compareceram Zé Carlos, Gilberto, o regressado Herculano após ter contornado a sua gripe e eu. Após cafezinho da praxe lá arrancamos em direcção ao nosso quintal.

Subidas feitas, entramos nos trilhos – nossos conhecidos – até ao apeadeiro de Fareja. Depois de Fareja zarpamos em direcção a Cepães, mas contrariamente ao habitual não fomos ao café da estação, mas sim visitar o nosso camarada Belmiro que devido a ossos do oficio teve de trabalhar, dai a sua ausência. Lá fizemos um desvio em Cepães e subimos pela estrada até à empresa do Muralhas Belmiro. Como bom anfitrião logo nos ofereceu um belo cafezinho quentinho para reconfortar do frio.

Cafezinho tomado, retomamos os nossos trilhos em direcção a Guimarães para a nossa descida de eleição “Penha”.

Chegados às águas, seguimos pela Costa em direcção ao Galileu para o final da volta.

Antes de mais, não peço desculpa pelo atraso, ja pago e já!!! :)

 8 da manhã, Hey!!… de Domingo dia 14 de Fevereiro de 2000 e 10 … :) … (ainda estou com o efeito de ontem… desculpem!…), lá se juntou a Muralhada para mais uma jornada de pura diversão e lazer. No ponto de encontro já famigerado GALILEU, apareceram Carlitos, Filipe Leite, Gilberto, Paulo(com a sua nova menina, Génius 30), moi meme e Zé Carlos. Foi durante a recomposição do estomago, que se deu falta do Verdadeiro Postal… Cromo, se não te acordava  ias ficar no ninho..!!!, e assim apareceu o Gil(o 7º elemento…hehehe), depois da habitual cavaqueira la seguimos a nossa jornada em direcção ao primeiro cume, penha.

Desta vez foi efectivamente um bom treino, dura subida em estrada com a agravante do Vento em Contramão… lol. depois de muito lutar para chegar ao cimo la que chegou o nosso rebuçado, mas desta vez com os trilhos completamente congelados, chegando ao cumulo da lama não ser lama mas sim GELO.. assim, com atenção redobrada la descemos mas com uma nova vertente da descida… contornando as aguas da penha, um novo trilho rápidoe não muito tecnico, mas com adrenalina que chegue.

Chegados a Urgezes lá caminhamos em direcção ao 2º. Cume Sto. Amaro, no qual o Muralha Zé Carlos Nos mostrou o seu quintal, so fomos avisados para não lhe estragar a fruta, acho que ia comprar 3 arbitros esta semana… Não sei o que ele queria dizer com isso, mas fica a ideia!!!, assim, subimos ao marco geodésico de Sto. Amaro quase caía de costas na subida, mas bom bom foi a descida, um pouco tecnica onde um Muralha, se lembrou de  querer Voar… e voou!!! até ao mato… ;) Ganda Gravação esta…!

Depois do calor da descida de Sto Amaro, lá tomamos a diracção da Senhora dos Montes, Subimos, Subimos e depois foi sempre a descer… até a próxima subida!!  :) … Na senhora dos montes é efectivamente um local a ser ainda mais explorado por nós, pois daria um bom complemento à penha, mas tenho de conseguir unir os dois…

Desta feita rumamos a casa onde eu tinha de meter nojo, e Furar… e o Gil dar mesmo NNNN´S de apoio… moral lol… cromo!!!

Amigos, demorou mas está feito, se tiver de pagar multa, lá pagarei, mas quero deixar um recado aos desaparecidos… vão ter de começar a pagar quotas…

Comentem, nem que seja para me encher do piorio, e chamar nomes, como por exemplo Paulo marinho e etc…

Abraços e até amanha.

Mais um Domingo, mais uma concentração da Muralhada. Desta feita o objectivo foi fazer um percurso, para os lados de Vizela, a pedido de um muralha – que não quis ser identificado com medo de represálias, LOL.

Uma vez que 99% dos Muralhas desconhecia a pastelaria Pavico de Covas, vulgarmente (des)conhecida por Pavico da estação (vai-se lá saber porquê, LOL) o local de concentração foi a rotunda junto da Hermotor. Eram 8h quando começaram a chegar os primeiros Muralhas, a afluência foi significativa, 9 elementos compareceram ao desafio – Carlos Pereira, Gil, Gilberto, Herculano, Hugo, Paulo Vieira, PJ Marinho, Zé Carlos e o Manuel (a quem aproveito para dar as boas vindas).
Paragem para o pequeno-almoço na Pavico de Covas, com tempo para por a conversa em dia e para resolver um pequeno contratempo (falta de capacete de um Muralha) e rumamos em direcção ao S. Bento das Pêras em plena cavaqueira. Chegados lá cima, breve paragem para reagrupar e demos inicio à descida até Vizela, continua espectacular, ainda mais agora que temos um novo single track na última parte da descida – impecável – o único senão foram os arbustos iniciais, como dizia o Gilberto, só de catana.
Chegados a Vizela seguimos uns trilhos pela margem do rio, até a uma pequena ponte, a qual utilizamos para passar para a outra margem, continuamos em direcção à rotunda (perto do Modelo). A partir daí começaram as subidas até Codessos e que subidas, LOL. Havia para todos os gostos, umas fáceis outras mais pareciam paredes. Foi ai que o Paulo começou a ressentir-se fisicamente, fruto da gripe que teve durante a semana.
Chegados ao alto cruzamos a estrada que liga Vizela a Paços de Ferreira, foi aí que se deu a separação – 4 elementos decidiram não seguir o restante percurso, uns devido ao desgaste físico outros devido a compromissos familiares.
Despedimo-nos dos que foram embora e seguimos – curiosamente a Scott Team – em direcção a Sta. Eulália de Barrosas onde esperava por nós o verdadeiro rebuçado – 8 km de descida, pura adrenalina.
Acabada a descida tivemos que encurtar a volta uma vez que já estava a ficar tarde e a Muralhada mostrava sinais de algum cansaço. Assim seguimos pela estrada em direcção ao centro de Vizela. A partir daí prosseguimos para a última etapa da volta, o contra relógio em direcção a Guimarães. Em Nespereira despedimo-nos do Zé Carlos e de seguida eu e o PJ Marinho despedimo-nos do Carlos e Herculano tomando a dianteira visto que ainda tínhamos uns Km`s acrescidos para fazer uma vez que tínhamos vindo de casa de bicla.
Apesar da volta ser muito extensa (eu e o PJ terminamos com 61 km) o que a torna uma pouca cansativa valeu a pena e, na minha opinião, é de repetir mas com alguns ajustes no percurso.

Até Domingo
Gráfico da altimetria: (para 50 kms 1160mt de acumulado ascendente qualquer coisa próximo da volta de Outubro no Gerês)

O NOSSO QUINTAL

Pelas 08.00 da manhã, hora habitual da concentração dos muralhas, compareceram no quartel general, o famigerado Galileu, os seguintes muralhas: Paulo vieira, Gilberto, Belmiro, Zé Carlos, Gil, Carlos e Herculano.
Após o relato do passeio da rota do Xurez, por parte dos intervenientes, partimos em direcção á pista de Fafe. O tempo estava ameno, apesar de frio não havia sinal de chuva.Após os 3 Km de pista eis que chega o trilho com optimas subidas e descidas mas em terra batida, pois já chega de alcatrão. As descidas não se revelaram problemáticas apesar de se encontrarem bastante elameadas, sobretudo para o Gil que partia sempre na dianteira para poder fotografar os restantes Muralhas.

Chegada a Cepães e é feita a primeira pit-stop para o café, mais duas de cavaqueira e partimos novamente em direcção á Penha, mas desta vez decidimos fazer pelo mesmo trilho, evitando assim a pista de cicloturismo. Após as primeiras subidas uma das quais com a Bike á mão surgem as belas descidas, e devo dizer que não imaginava que o trilho fosse tão bom pois fazemos sempre em sentido contrário, optimas descidas com um bom piso, uma parte final com grande velocidade, muito bom mesmo. Chegamos novamente á pista e rumo á subida para a Penha, aí da-se a primeira separação, pois o Zé Carlos tinha compromissos familiares, não nos podendo acompanhar no restante trajecto, contudo perdemos um mas ganhamos dois “cromos” fafenses pela pronuncia. Juntaram-se a nós 2 bttistas de fafe na subida para a Penha,
um deles não quis mais saber do seu companheiro pois juntou-se ao pelotão da frente deixando para trás o seu companheiro; com alguma dificuldade chegamos a estrada da Lapinha, pois os trilhos tinham muita lama dificultando a circulação, ficando por vezes enterrados. Aqui se deu a 2ª separação, desta vez dos cromos pois um deles perdeu os oculos pelo caminho e quiz voltar a trás para tentar recupera-los, ainda tentamos convencer-los a fazer a descida na nossa companhia, mas parece que os oculos eram valiosos.

Já no cimo da Penha iniciamos a descida com o Gil na dianteira para fazer algumas fotos, logo no inicio o piso encontrava-se bastante mal tratado com muita lama e grandes buracos, pelo que se recomendava grande prudência, mas assim continuou até á parte final, só já na recta final o piso se mostrou em boas condicções proporcionando belos momentos, como a descida do penedo onde há 15 dias perdi uma roda e ia perdendo alguns dentes…. Chegamos ao final pelas 12,15 H, impressionante pois fizemos o percurso habitual as mesma paragens e mesmo assim chegamos bastante mais cedo, ou estamos em melhor forma.

Fotos Gil:
Antigas:

Volta de 31-01-2010:

Como combinado na semana anterior, no passado sábado 5 Muralhas (Belmiro, Gil, Gilberto, PJ Marinho e Zé Carlos) – após alguma hesitação na véspera devido à possibilidade de aguaceiros - lá se meteram na Sherpa do Gil para uma aventura por terras do Xurês. A ideia era fazer o reconhecimento no terreno do trilho conhecido como Rota das Sombras para posterior “visita” de todos os muralhas.
Encontro ás 7:00 no Galileu, pequeno-almoço de seguida na Trigueirinha – onde como sempre havia umas “figuras” das madrugadas – e partida com destino a Bubaces. Uns com sono, outros com falta dele e o do costume a queixar-se de tudo lá chegamos ao destino. Deixamos a Sherpa junto à piscina de água quente para partirmos à conquista do pico que nos levaria à descida da Rota das Sombras. O dia apesar de frio e com nuvens não fazia antever chuva, animados por essa perspectiva atacamos as primeiras rampas pela Geira Romana e 3 Kms mais acima o GPS indicava a estrada como destino. Depois de reagrupar, as rampas em alcatrão foram atacadas com coragem e a uma bela média por (quase) todos. A primeira grande tirada do dia foi do Gil que aos 4 kms perante as dificuldades evidentes doutro muralha o resolveu animar dizendo: Força… só faltam 8 kms até la cima!!!
Antes da Portela do Homem o trilho finalmente entrava no nosso terreno de eleição – a terra. Novo reagrupamento e continuamos a subir num piso magnifico, inclinação ascendente razoável para mantermos uma média muito boa numa cadência apreciável. Até aos 10 kms a receita foi sempre igual com uma subida – nunca pensei dizer isto – 5* com uma paisagem condizente. Entre os 10 e os 13 a inclinação ascendente desapareceu sendo por vezes descendente onde aproveitamos para “dar calor” ás meninas.
Esperava-nos a última subida de cerca de 3 kms. No final já no topo da serra a paisagem não tem adjectivos que façam juz a todo o seu explendor, olhar para o caminho feito que serpenteia serra acima dá-nos uma sensação de superação única. Tinhamos agora pela frente uns kms no topo da serra até à descida. De repente após uma curva aparece uma outra serra onde se viam duas linhas, uma ascendente e outra descendente. Estávamos a cerca de 1150 metros de altitude e o Belmiro disse em voz alta o que todos se perguntavam: Vamos descer por ali???!!! Vista assim de cima a descida parecia um suicídio. Felizmente que chegados ao ponto onde o tilho se separa para a descida ou continuar a subir nova serra a realidade era um pouco diferente e menos assustadora… consideravelmente menos.
A descida é uma trialeira com imensa pedra difícil de vencer, onde o material é colocado a toda a prova e os bttistas também. Não me vou alongar na descrição dos primeiros 6 penosos kms da descida porque o melhor vinha depois, os últimos 3 kms numa espécie de singletrack feitos a toda a velocidade… muito bom, como diz o outro: impecável!!!
Chegados à Sherpa tinhamos à nossa espera um banho quente e – melhor ainda – depois uns costoletões e um cozido galelo (igual ao português). Isso não descrevo… vejam as fotos… :)
Hora de regressar a casa num ambiente de boa disposição com muita gargalhada à mistura… não, não era das bejecas porque as SanMiguel não valem um chavo… O ponto alto de muitas gargalhadas foi a fita métrica que 2 muralhas usaram há uns tempos para medir uma determinada distância e mais não digo (escrevo), perguntem-lhes… :)
Entretanto em conversas entre muralhas e devido à vontade de lá voltar a conclusão foi que o ideal seria um sábado que fosse feriado para o grupo poder ser numeroso. Ora esse sábado vai aparecer a 1 de Maio. Marquem nas vossas agendas… 1 de Maio, Rota das Sombras mas desta vez o track com 40 kms e uma descida muito mais agradável feita no mesmo tipo de piso da subida.
Gráfico de altimetria:

Fotos: