Arquivo de Dezembro, 2009

O NOSSO QUINTAL

Hora da concentração: 08.00 da manhã
Temperatura: 0 graus
Local: Café Galileu
Muralhas Presentes: Herculano, Paulo Vieira, Zé Carlos, Gil, Belmiro, Gilberto e Hugo

Há hora habitual , no local do costume compareceram os Muralhas para mais um desafio, as baixas temperaturas que se faziam sentir. Após o pequeno-almoço e a cavaqueira habitual, é chegada a hora da partida, estavamos montados nas bikes quando somos novamente abordados pelos loucos da estrada (grupo do Romão),que nos desafiaram para os seguir, ao que prontamente recusamos uma vez que a nosa onda é a terra e não o asfalto.

Tomamos direcção a Paço Vieira, pelos trilhos habituais e logo constatamos que em alguns locais a temperatura era bem mais baixa que no Galileu, o piso estava difícil cheio de gêlo nos locais sombrios e onde batia o sol era lama, dificultado as subidas assim como exigia redobrados cuidados nas descidas. Á chegada a Cepães, já com as mãos e pés enregelados eis que a Lareira estava ligada, não tenho meias medidas e logo salto literalmente para o lume a aquecer os pés. Mais duas de cavaqueira e partimos em direcção a Jugueiros, cujas descidas continuam a cativar os Muralhas, eis que ao finalizar a descida se dá o 1º contratempo, um furo na bike do Gil, sinceramente uma Genius 20 sem pneus antifuro….. tens que te actualizar Gil, assim como aprender a mudar um pneu. Resolvido o furo partimos novamente em direcção a Cepães, eis que o Belmiro sugere um atalho alternativo, sem fazer ideia do que nos esperava o seguimos…. uma parede apenas 200 mts mas com uma inclinação de cair para trás de costas. Chegados á ciclovia rumamos em direcção ao ponto alto , a Penha, aí se dá a 1ª separação pois o Gilberto tinha compromissos não podendo acompanhar-nos até ao fim, já a finalizar a subida, a 2ª separação desta feita o Hugo também por razões familiares. Esta subida para mim foi particularmente difícil pois aquela parede de 200 mts deixou-me de rastos. Chegados ao topo da montanha o Guloso do Gil sugeriu uns bolinhos e mas minis, bora lá até á tasca, mas esta estava encerrada para obras. A cara de desilusão do Gil dava dó.

Partimos para o tão esperado rebuçado que como viemos a constatar para alguns Muralhas foi uma desilusão pois a parte final estava literalmente alagada pelo efeito das chuvas, onde também o Gil provou ser capaz do melhor e do pior, pois acabou literalmente pendurado pelos tomates……e com o rosto repleto de lama.Um dia destes o Gil vai-se espalhar e não é pouco.

Finalizada a descida é hora do bom banho e de reconfortar o estômago assim como de aquecer os pés, pois a descida deixou-me gelado.

Domingo, frio qb, 7.45 da madrugada, Café Galileu. Cenário de mais um encontro de muralhas para o passeio domingueiro desta vez pelos montes Córdoba e Pilar. Primeiros a “picar o ponto” Carlos Pereira – com a sua nova “princesa” uma Genius 50, a que, como não podia deixar de ser, tem as cores do Vitória – e Zé Carlos. Aos poucos foram chegando os restantes, Herculano, Gil, PJ Marinho, Gilberto e Belmiro. Estômago composto, cavaqueira em dia – começou aí a história do “podia ser pior” e lá partimos em direcção a Vila das Aves, onde pouco mais adiante tem início o passeio que é um misto de dois tracks tirados da net. Após uns kms em paralelo chegamos finalmente ao terreno mais agradável com um bom “corta-mato” monte acima para aquecer. Chegamos então a uma parte já conhecida junto a uma pirotécnica com uma subida que nos levaria a uma zona muito rápida do percurso com uma bela descida. Só que essa descida tem no final da parte rápida uma “armadilha” onde consegui passar ileso mas o PJ Marinho acabou por cair danificando o conta-kms e pior – o dedo de pedir boleia. Mas lá está, podia ser pior.
Passado o susto seguia-se uma parte técnica muito boa que levaria a um verdadeiro rebuçado – a pista de DH de Cabanas. Muito bom fazer a descida que tem nas zonas dos saltos escapatórias para quem não tem “unhas” e bikes para eles. Veio a parede do dia seguida de uma descida em estradão onde o Gil se esqueceu de avisar para mudar o track do gps e como tal saímos na estada do monte Córdoba muito mais abaixo do previsto. Resultado uma bela subida em estrada até Cabanas onde começa o trilho já nosso bem conhecido. Daí para a frente tudo normal até aos penedos do Pilar, onde a cada passagem se descobrem novas emoções. Então aquela descida radical do penedo… diz lá Gil??? Mundial!!!
Mais adiante na parte mais “trialeira” dos penedos foi a vez do Herculano, o inventor do “podia ser pior” testemunhar isso deixando o cabo do desviador traseiro preso literalmente por arames.
Mais uns kms e umas descidas rápidas e eis que estávamos novamente em Cabanas para fazer a descida em estrada – onde alguns conta-kms ultrapassaram largamente os 60 kms/h – até ao cruzamento com a nacional que liga as Aves a St. Tirso onde o PJ Marinho claramente sob os efeitos do álcool conseguiu a proeza de atingir 42kms por hora numa zona com ligeira inclinação ascendente. O Gil que começou esse contra-relógio de 3kms acabou por ficar muito para trás traído pelo entusiasmo. Podia ser pior.
Até domingo.


cordoba_pilar

Hora e Local de concentração: 8:00 Café Galileu/ 8:30 Parque das Taipas;
Distância: 31 Km;

Às 8 da matina reuniram-se os Muralhas Gil, PJ Marinho e Zé Carlos, no local habitual, para o rotineiro pequeno-almoço. A afluência à volta deste Domingo foi pouca – para quem não participou não sabem o que perderam…
Barriga composta e seguimos nas viaturas até ao Parque das Taipas onde estava à nossa espera o Herculano. Devidamente equipados demos inicio à volta. Porém, antes de continuar o relato da volta transcrevo uma conversa entre dois muralhas logo nas primeiras pedaladas:
“EIHHHH, o meu conta-Kms não está a dar!!”
“Pois não… não o tens ai…”
“Ai o burro do crl!!! Tirou e esqueceu-se de o por outra vez!!!”

Ainda não tínhamos aquecido devidamente os “motores” quando começou a chover torrencialmente obrigando-nos a refugiar nos toldes de uma pastelaria até que abrandasse. Mal a chuva diminuiu a intensidade retomamos o percurso em direcção ao Sameiro.
Estávamos a pedalar a uma boa média quando encontramos o primeiro obstáculo do percurso – um lago. Estávamos ainda a tirar-lhe as medidas quando o Zé Carlos, sem medo, começa a atravessar – a água chegava-lhe pelos joelhos mas mesmo assim não desistiu de pedalar e, com alguma dificuldade, conseguiu chegar à outra margem. Os restantes Muralhas depois de ver aquele “quase afogamento” descartaram logo a hipótese de ir pelo mesmo sítio. Contudo, o Zé Carlos, na outra margem, apelando ao espírito de grupo conseguiu convencer-nos a ir pelo mesmo sitio. Grande asneira que fizemos pois ficamos com os pés encharcados, os sapatos mais pareciam um aquário – estivemos o resto do percurso com receio de ser ferrados por algum peixe…LOL.
Prosseguimos com a volta em amena cavaqueira até ao Sameiro, o piso enlameado dificultou um pouco a subida e mais ainda o facto de que os madeireiros em vez de colocarem os árvores e os ramos cortados nas bermas, deixaram-nas no meio dos trilhos.
Chegados ao Sameiro começaram as descidas já conhecidas de quase todos os muralhas – muita lama, muitos lagos mas mesmo assim continuam impecáveis. Durante a descida até ao rio eu e o PJ Marinho ainda tivemos tempo para fazer umas ultrapassagens radicais a outro grupo de BTT… não foi PJ? LOL
Chegados ao rio era necessário passar para a outra margem, eu e o PJ tentamos passar sem desmontar a bicla mas sem sucesso, como bons muralhas que somos eu e o PJ informamos o Zé Carlos de qual o melhor sitio para passar montado na bicla, infelizmente ele não seguiu o nosso conselho com exactidão e devido a um erro na trajectória teve que desmontar em pleno leito do rio, não foi Zé? LOL
O Herculano tentou a sua sorte escolhendo outra trajectória mas também sem sucesso.
A partir dai foi sempre a acelerar até à fonte, durante essa parte do percurso ainda houve tempo para um voo espectacular, de minha autoria, directamente para o mato – parecia que tinha bebido red bull – impecável.
Chegados à fonte começou o verdadeiro “rebuçado” – o contra-relógio directamente para a casa do Herculano onde estavam à nossa espera morfes e bejecas à fartazana.
Lá, em casa do Herculano, começou o verdadeiro festim havia muita comida e muita bebida, nós como bons muralhas que somos não nos fizemos rogados. O Herculano foi um anfitrião impecável – até à parte da sobremesa, mas já lá vamos – sempre a trazer bejecas fresquinhas e comida quentinha. A última vez que comi assim tanto foi no casamento da minha prima e já lá vão alguns anos…LOL
Ainda estávamos a degustar o presigo e já o Herculano estava a trazer a sobremesa, estávamos nós a entrar no pospasto quando o Herculano descaiu-se ao dizer que tinha lá dentro a sua sobremesa preferida mas não a trazia com medo que nós a comêssemos toda – Herculano não podes ser assim…LOL
No entanto, a esposa do Herculano foi impecável e trouxe a sobremesa para nós comermos dizendo-lhe que à postriori fazia uma só para ele – pelo sim, pelo não o Herculano fez o favor de servir toda a gente. LOL
No final ainda tivemos direito a um café.
Em nome de todos os muralhas presentes – os que não estiveram não sabem o que perderam – queria deixar aqui o nosso sincero agradecimento ao Herculano e à Esposa pelo banquete, estava tudo impecável.
Com alguma dificuldade lá montamos as biclas e rumamos em direcção ao Parque das Taipas, parecia que pedalávamos numa auto-estrada com duas faixas para cada lado…LOL
Termino o relato com a transcrição de uma conversa tida enquanto nos despedíamos do Herculano e Esposa:
Obrigado por tudo minha senhora
“De nada, voltem sempre…”
“Então até prá semana”

Até Domingo